Vacina da AstraZeneca contra Covid mostra 74% de eficácia em estudo amplo nos EUA

Não houve nenhum caso de Covid-19 sintomático grave entre os mais de 17.600 participantes que receberam a vacina, em comparação com 8 desses casos entre os 8.500 voluntários que receberam o placebo

(Foto: REUTERS/Dado Ruvic)


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CHICAGO (Reuters) - A vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 demonstrou 74% de eficácia na prevenção de doença sintomática, um número que aumentou para 83,5% em pessoas com 65 anos ou mais, de acordo com resultados muito aguardados de estudo clínico realizado nos Estados Unidos publicados nesta quarta-feira.

A eficácia geral de 74% foi menor do que o dado anterior de 79% relatado pela farmacêutica britânica em março, um resultado que a AstraZeneca revisou dias depois para 76% após uma rara repreensão pública de autoridades de saúde de que o número era baseado em "informações desatualizadas".

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Foram analisados mais de 26.000 voluntários nos Estados Unidos, Chile e Peru, que receberam duas doses da vacina com intervalo de cerca de um mês. Os resultados foram publicados no New England Journal of Medicine.

Não houve nenhum caso de Covid-19 sintomático grave entre os mais de 17.600 participantes que receberam a vacina, em comparação com 8 desses casos entre os 8.500 voluntários que receberam o placebo. Também houve duas mortes no grupo do placebo, mas nenhuma entre aqueles que receberam a vacina.

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"Fiquei agradavelmente surpresa", disse Anna Durbin, pesquisadora de vacinas da Universidade Johns Hopkins e uma das pesquisadoras do estudo, sobre o resultado geral. "Também foi altamente protetora contra doenças graves e hospitalização", disse.

Não houve nenhum caso do efeito colateral raro, mas grave, de trombose com trombocitopenia, que foi associado à vacina da AstraZeneca desenvolvida com pesquisadores da Universidade de Oxford.

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A AstraZeneca informou no final de julho que planejava solicitar aprovação completa da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA, a FDA, em vez de buscar autorização para uso de emergência.

O presidente-executivo do laboratório, Pascal Soriot, disse em uma coletiva de imprensa na época que esperava que a vacina ainda pudesse ter um papel contra a pandemia nos Estados Unidos, embora o processo de aprovação estivesse demorando mais do que o esperado.

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Os EUA tem vacinado sua população com os imunizantes da Pfizer, da Moderna e da Janssen.

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