Redução de intervalo pode deixar três milhões de pessoas sem AstraZeneca em setembro

Queiroga anunciou na semana passada que a diminuição do intervalo entre as doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca começará em 15 de setembro. Segunda dose da vacina será prejudicada

(Foto: Myke Sena/MS)


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247 - Pelo menos três milhões de pessoas podem ficar com a segunda dose da vacina da AstraZeneca contra Covid-19 atrasada no mês de setembro por causa da decisão do Ministério da Saúde de diminuir o intervalo entre aplicação da primeira e segunda doses, segundo o UOL.

Estados já têm cobrado do governo federal o envio de novos lotes de imunizantes para iniciar a antecipação da aplicação da segunda dose. A assessoria do ministério, no entanto, diz que a resposta depende de orientações ainda sem data de divulgação. 

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na semana passada que a diminuição do intervalo entre as doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca - hoje de 12 semanas, cairá para 8 semanas - começará em 15 de setembro. De acordo com o ministro, o objetivo é conter o avanço da Covid-19 originada a partir da variante Delta do coronavírus.

Cerca de 4,4 milhões de brasileiros receberiam a segunda dose da AstraZeneca somente em outubro, mas, com a alteração no calendário, poderão pedir a segunda aplicação em setembro. Por outro lado, outros 17,8 milhões completam o ciclo de 12 semanas com a vacina no mesmo mês e, desta forma, também precisarão da segunda dose em setembro.

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A previsão, portanto, é de que 22,2 milhões precisem ser vacinadas com a vacina da AstraZeneca. A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), porém, prevê entregar 18 milhões de doses do imunizante neste mês. O país conta também com 1,1 milhão de doses em estoque nos estados.

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