Setor pró-cloroquina pede para Ministério da Saúde 'abortar' veto ao 'kit Covid' no SUS

O grupo dentro do Ministério da Saúde escreveu um documento solicitando que a pasta “aborte” a publicação de diretrizes contrárias a tratamentos com os medicamentos ineficazes

Fachada do Ministério da Saúde
Fachada do Ministério da Saúde (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)


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247 - O setor do Ministério da Saúde favorável ao chamado “tratamento precoce”, com remédios ineficazes contra a Covid-19, quer encerrar a discussão sobre vetar no SUS medicamentos do chamado "kit Covid" para casos leves do novo coronavírus e manter margem para uso de tratamentos sem eficácia, segundo a Folha de S.Paulo.

Segundo a Folha, o grupo escreveu um documento solicitando que a pasta “aborte” a publicação de diretrizes contrárias a tratamentos com os medicamentos ineficazes, como a hidroxicloroquina e a ivermectina, defendidos por Jair Bolsonaro (PL).

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“Cinco dos sete representantes do ministério na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS) questionam, em ofício de 29 páginas, obtido pela Folha, métodos usados para elaborar o parecer”, destaca a reportagem.

“O documento foi encaminhado ao secretário Hélio Angotti (Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde), que tem sob seu guarda-chuva a Conitec, e também aos outros membros do colegiado”, reforça a Folha.

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Este setor procura apoio para travar o processo na comissão e alega ser "urgente que a iniciativa de se estabelecer recomendações centralizadas para todo o país seja imediatamente abortada". 

O parecer contra o kit Covid foi posto em análise  no colegiado no dia 21 de outubro, mas a votação terminou empatada, com apoio do Conselho Federal de Medicina, que também rejeitou o parecer.

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“Do outro lado, foram favoráveis ao texto que contraindica o kit Covid duas secretarias de Saúde, Conass (conselho de secretários estaduais), Conasems (conselho de secretários municipais), CNS (Conselho Nacional de Saúde) e ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)”, informa a reportagem da Folha.

Segundo o artigo, os integrantes da pasta que assinaram o documento são:

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  • Vinicius Nunes Azevedo, diretor do Departamento de Gestão do Trabalho em Saúde;
  • Alessandro Glauco dos Anjos Vasconcelos, secretário-executivo adjunto da Secretaria Executiva; 
  • Maria Inez Gadelha, chefe de gabinete da Secretaria de Atenção Primária de Atenção Especializada à Saúde; 
  • Lana de Lourdes Aguiar Lima, coordenadora-geral de Ciclos da Vida da Secretaria de Atenção Primária; 
  • e Rodrigo dos Santos Santana, diretor do Departamento de Determinantes Ambientais da Saúde Indígena da Secretaria Especial de Saúde Indígena.

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