Representante brasileira da OMS diz que ainda não teve acesso aos testes da vacina russa
A representante da Sociedade Brasileira de Imunizações e membro do grupo de trabalho de vacinas para a Covid-19 da Organização Mundial da Saúde, Cristiana Toscano, disse que a vacina russa ainda irá percorrer longo caminho antes de ser aplicada na população
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247 - A representante da Sociedade Brasileira de Imunizações e membro do grupo de trabalho de vacinas para a Covid-19 da Organização Mundial da Saúde, Cristiana Toscano, disse, em entrevista à CNN, que a vacina russa ainda irá percorrer longo caminho antes de ser aplicada na população.
“Não tenho receio com essa vacina em particular. O cuidado e a cautela se dão em função de que só se pode aprovar uma vacina após cumprir os testes de fase 3. A aprovação da vacina é da Anvisa, que só irá aprovar os estudos de fase 3 após receber e avaliar os estudos de fase 1 e 2. Ainda não recebemos [nem OMS nem Anvisa], os testes iniciais da vacina russa”, afirmou.
A OMS não recebeu informações suficientes sobre a vacina russa contra a Covid-19 para avaliá-la no momento, disse na terça-feira o diretor-assistente da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa.
Questionado sobre os planos para produzir a potencial vacina russa no Brasil, Barbosa disse que uma eventual produção fora da Rússia não deve ser feita até que os testes das Fases 2 e 3 sejam concluídos, para garantir sua segurança e eficácia.
“Qualquer produtor de vacina tem que seguir este procedimento que garante sua segurança e tem a recomendação da OMS”, disse ele em uma entrevista virtual realizada pelo braço regional da OMS para as Américas.
A organização diz estar em contato estreito com os russos e que as discussões continuam sobre os detalhes da pesquisa para o desenvolvimento do produto. "A pré-qualificação de qualquer vacina passa por procedimentos rigorosos", afirmou Tarik Jasarevic, porta-voz da organização, durante uma videoconferência de imprensa. "A pré-qualificação de qualquer vacina inclui a revisão e avaliação rigorosas de todos os dados de segurança e eficácia necessários, compilados durante os testes clínicos", destacou.
O presidente Vladimir Putin anunciou na terça-feira que a Rússia desenvolveu a "primeira" vacina contra o novo coronavírus e afirmou que a "Sputnik V" oferece uma "imunidade duradoura". Também disse que uma de suas filhas tomou a vacina.
O governo paranaense deve assinar acordo com a Rússia para fabricação da vacina Sputnik V contra Covid-19 nesta quarta-feira, 12. O embaixador da Rússia no Brasil Sergey Akopov disse à CNN Brasil nesta terça-feira, 11, que o Brasil é um parceiro estratégico contra a Covid-19, inclusive na produção de vacinas e medicamentos.
O Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) assinou com o governo do Paraná nesta quarta-feira, 12, um acordo para a produção da vacina. "Como parte do acordo de cooperação estratégica firmado, o RFPI, junto com empresas farmacêuticas do estado do Paraná, está organizando a produção da vacina Sputnik V e sua distribuição no Brasil e demais países da América Latina", diz o comunicado do órgão russo.
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