Queiroga diz que vacinação no Brasil não precisa da Covaxin, cujo contrato é investigado pela CPI
"Entendemos que o que temos de doses já é o suficiente para imunizar a população brasileira até o final do ano", disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
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247 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta quarta-feira (14), que a pasta não conta com a aquisição da vacina indiana Covaxin, cujo contrato está na mira das investigações da CPI da Covid, para utilização no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Ainda segundo ele, a posição do ministério também é válida para o imunizante russo Sputnik V.
O motivo, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, seria a falta de registro ou aval para uso emergencial das vacinas, uma vez que elas contam apenas com autorização na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importação mediante condições pré-estabelecidas.
"É apenas uma licença para importação, condicionada a 21 itens, e um deles é uma população de 1% do estado que pleiteou, controlado por estudos de efetividade. O Ministério da Saúde já adquiriu 600 milhões de doses de vacinas, e não temos necessidade dessas doses adicionais desses dois imunizantes que obtiveram essas licenças de importação", disse Queiroga.
A vacina indiana é produzida pela Bharat Biotech e o Ministério da Saúde, “através de sua diretoria de integridade, de integrantes da CGU e da nossa assessoria jurídica, orientou a suspensão desse contrato por questão de conveniência e oportunidade", destacou o ministro. O ministério avalia a possibilidade de cancelamento definitivo do contrato em função das suspeitas de irregularidades investigadas pela CPI.
“Portanto, o Ministério da Saúde não conta, dentro do PNI, com agentes imunizantes que não tenham obtido aval da Anvisa de maneira definitiva ou emergencial, porque entendemos que o que temos de doses já é o suficiente para imunizar a população brasileira até o final do ano”, destacou Queiroga durante audiência na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados.
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