Presidente da Anvisa diz que decisão de interditar 12 milhões de doses da CoronaVac "não é motivo de pânico"

Antonio Barra Torres reafirmou a segurança da CoronaVac. Decisão da agência reguladora se deve ao fato de que 12.113.934 doses envazadas em fábrica não inspecionada pela Anvisa foram enviadas ao Brasil

Antonio Barra Torres
Antonio Barra Torres (Foto: Pedro França/Agência Senado)


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247 - O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, afirmou, neste sábado (4), após a decisão da agência de interditar cautelarmente 25 lotes da vacina CoronaVac, que a medida não lança em "descrédito" o imunizante e que a população não deve entrar em pânico. O laboratório chinês Sinovac enviou para o Brasil 12.113.934 doses envazadas em fábrica não inspecionada pela Anvisa.

"As orientações da Anvisa com a medida que publicamos hoje é do não uso. Não vamos usar (essas doses) até que o termo de Certificação de Boas Práticas de Fabricação chegue para nós. Por ora, a orientação é não vacine com esses lotes. O acompanhamento (após a vacinação) já existe desde sempre em toda vacina e com todo medicamento em território nacional, a monitorização. No que tange à Anvisa, temos a Gerência- geral de Monitoramento que acompanha todos os efeitos, o que é previsto e se teve alguma coisa imprevista. Essa monitorização não está sendo ativada por conta desse episódio, ela já existe e está funcionando. Então, não é motivo de pânico e preocupação em relação a esse quesito. Os efeitos estão sendo monitorizados também", disse Barra Torres, ao Globo.

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Outros 17 lotes, também envasados no local não inspecionado pela Anvisa, totalizando 9 milhões de doses, estão em tramitação de envio e liberação ao Brasil.

"Estamos em diálogo com o Instituto Butantan e as respostas vão chegar. Não há que se colocar nenhuma dúvida, descrédito, nada disso. As vacinas que são aprovadas no Brasil pela Anvisa seguiram avaliação rigorosa e tiveram como norte preceitos da OMS, que definiu as taxas de eficácia e parâmetros que precisam ser observados. A população não deve entender esse ato como nada além de cautela", reforçou.

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