Prefeitura de Manaus demite médicos que furaram a fila da vacina contra Covid-19
Depois de considerar médicos que furaram a fila da vacinação como “heróis”, prefeito de Manaus, pressionado pelo MP, demitiu sete dos dez investigados, entre eles duas gêmeas milionárias
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247 - Sete dos dez médicos citados em investigação do Ministério Público do Amazonas sobre "fura-filas" na vacinação contra a Covid-19 em Manaus foram exonerados pela Prefeitura da capital nessa sexta-feira (12), informa o G1. Entre os demitidos estão estão as gêmeas milionárias Isabelle e Gabrielle Kirk Maddy Lins. As duas receberam a primeira dose da vacina no dia 19 de janeiro - mesmo dia em que uma delas foi contratada. A outra foi efetivada no cargo dia 18, um dia antes. Elas são filhas de Niltinho Lins Jr., herdeiro do hospital e da universidade Nilton Lins, uma das pessoas mais ricas da capital do Amazonas. Ambas tomaram a segunda dose em 11 de fevereiro.
O caso ganhou repercussão após as médicas postarem a imunização nas redes sociais. A família das médicas é dona de hospitais e universidades particulares em Manaus, entre outros negócios. Além das duas, a lista de investigados traz, ainda, os nomes de outros oito médicos, dentre eles, o filho do suplente de deputado estadual Wanderley Dallas, David Louis Dallas.
Na época, em meio às polêmicas sobre a vacinação do grupo, o prefeito de Manaus, David Almeida, negou as irregularidades, disse que se tratava de fake news e chamou os médicos investigados de heróis. A secretária de saúde de Manaus, Shádia Fraxe, justificou a contratação do grupo, alegando a falta de recursos humanos.
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