"Plano de Bolsonaro está atrasado em seis meses", diz especialista em Saúde Pública
Professora da UERJ, Gulnar Silva falou à TV 247 que o plano de vacinação contra Covid-19 do governo Bolsonaro, além de atrasado, peca também na estratégia de comunicação. “Essas explicações têm que dizer que o fato de cada pessoa se vacinar não é só uma decisão individual, é uma decisão coletiva porque a pessoa se protege mas protege quem está em volta”. Assista
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247 - Presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Gulnar Azevedo e Silva comentou na TV 247 o plano de vacinação apresentado pelo governo Jair Bolsonaro na última semana, após um problema com a assinatura de supostos elaboradores cientistas na versão original.
Gulnar afirmou que o plano, ainda com “muita omissão”, já apresentou melhora em relação à sua versão original, mas acusou o governo federal de atrasar as negociações de aquisição das vacinas contra a Covid-19. “Na situação que nós estamos, é para o governo brasileiro estar negociando com todas as vacinas que cumpram os requisitos de eficácia e efetividade. O Brasil deveria estar aberto para isso e já deveria ter começado essa negociação lá atrás, não agora. A gente está atrasado seis meses no mínimo”.
A especialista ainda disse que o governo peca na estratégia de comunicação da campanha de vacinação que, para ela, é fundamental para garantir a imunidade coletiva da sociedade brasileira. “O que falta também é a estratégia de comunicação, como vai ser feita a comunicação à população para que ela se vacine. Essas explicações têm que ter muita transparência e têm que dizer que o fato de cada pessoa decidir que vai se vacinar não é só uma decisão individual, é uma decisão coletiva porque a pessoa se protege mas protege quem está em volta, a sua comunidade. Tem que entender isso e essa explicação tem que ser dada de forma muito clara”.
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