Pfizer diz que remédio estudado para Covid é 'totalmente diferente' de hidroxicloroquina e ivermectina
A informação consta em ofício enviado à CPI da Covid. Conclusão da farmacêutica é contrária ao tratamento precoce, defendido por membros do governo Jair Bolsonaro sem respaldo científico
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247 - A farmacêutica Pfizer afirma que o antiviral em fase de estudos pela empresa com o objetivo de combater o vírus SARS-Cov-2, causador da Covid-19, é composto de "estruturas químicas e mecanismos de ação totalmente diferentes" da hidroxicloroquina, da azitromicina e da ivermectina. A informação consta em ofício enviado ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, que pediu informações sobre o medicamento à empresa. Os relatos foram publicados pela coluna de Mônica Bergamo.
"Trata-se de um medicamento oral —a molécula PF-07321332, um inibidor de protease SARSCoV2-3CL que demonstrou, em estudos pré-clínicos, potente atividade antiviral in vitro contra o SARS-CoV-2 e outros coronavírus, revelando possível importância no tratamento farmacológico da COVID-19, além de ameaças futuras do vírus", disse a Pfizer.
"Conforme disponível publicamente, em março de 2021, a Pfizer deu início a um estudo de Fase 1 em adultos saudáveis para avaliar a segurança, tolerabilidade e farmacocinética deste composto experimental", continuou.
"Em julho de 2021, progredimos para um ensaio de Fase 2/3 para avaliar a eficácia e segurança de PF-07321332 em combinação com ritonavir em voluntários com diagnóstico confirmado de infecção por SARS-CoV-2 que apresentam risco aumentado de progressão para doença grave".
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