Pesquisas sobre Covid-19 no Brasil são afetadas após o fim da cota de isenção para importação de insumos
Novas compras foram suspensas ou dobraram de preço, o que prejudicou pesquisas sobre a Covid-19. Materiais de estudos no Brasil, principalmente de ciências médicas, são majoritariamente importados, como lentes e tanques de refrigeração
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247 - A cota de isenção para a importação de insumos e equipamentos por instituições públicas de pesquisa era para durar até o fim do ano, mas terminou em 27 de maio. Novas compras foram suspensas ou dobraram de preço, o que prejudicou pesquisas sobre a Covid-19. No ano passado, dos US$ 300 milhões da cota, US$ 128 milhões foram usados apenas pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o que permitiu a participação das duas entidades no desenvolvimento e na produção de duas vacinas anti-Covid-19. Em 2021, a cota passou para US$ 92 milhões, que já está esgotada. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.
O presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies), Fernando Peregrino, reforçou que, "sem a cota, alguns estudos podem parar mesmo". "Outras adiam uma fase ou mudam o objetivo. Se não tem o insumo, o pesquisador consegue trabalhar em certos casos. É dramático", disse.
Materiais de pesquisa no Brasil, principalmente de ciências médicas, foram majoritariamente importados, como lentes, tanques de refrigeração, computadores, além de compostos químicos como reagentes, inibidores e enzimas. Sem elas, pesquisas em andamento na busca por remédios contra a Covid-19, no desenvolvimento de tecido pulmonar para análises do coronavírus e até por vacina contra a doença foram prejudicadas.
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