Pela primeira vez em 2021, nenhum Estado tem mais de 80% de ocupação nas UTIs para Covid-19

Pesquisadores atribuem a melhora nos índices ao avanço da vacinação, mas destacam que as medidas básicas de proteção precisam continuar para reduzirmos o número de casos e mortes

(Foto: Ag.Brasil)


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Agência Einstein - Pela primeira vez em dez meses, o Brasil não tem Estados com taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 superior a 80% na rede pública de saúde. O dado vem do novo Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz, que foi divulgado com base em informações coletadas no dia 9 de agosto. Trata-se do melhor cenário no país desde que esse centro passou a acompanhar o índice, em julho de 2020.

Segundo os pesquisadores, o resultado reflete o avanço da campanha de vacinação no país. Até o dia 11 de agosto, a primeira dose dos imunizantes contra o coronavírus já havia sido aplicada em 52% dos brasileiros. E 22% da população completou o esquema vacinal. 

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Ainda assim, os pesquisadores ressaltam que os índices de positividade dos testes de diagnóstico (média de 33 400 novos por dia) e de óbitos (910 por dia) continuam altos, o que indica uma circulação intensa do Sars-CoV-2. Por isso, recomendam no documento que os indivíduos devem continuar com as medidas básicas de proteção, como uso de máscaras e distanciamento físico. E pedem para as autoridades ampliarem a vacinação e garantirem as segundas doses, principalmente com o intuito de evitar complicações e mortes decorrentes da Covid-19. Diante da variante Delta, isso se torna ainda mais importante.

A situação nos Estados

O relatório aponta que, atualmente, o Brasil possui cinco estados na zona de alerta intermediário (com taxas de ocupação de UTI entre 60% e 80%) — o menor número desde outubro de 2020. Rondônia (64%), Roraima (70%), Rio de Janeiro (67%), Mato Grosso (79%) e Goiás (78%) integram essa lista.

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Outros 21 estados e o Distrito Federal estão fora da zona de alerta, com taxas inferiores a 60%. São eles: Acre (13%), Amazonas (54%), Pará (48%), Amapá (26%), Tocantins (58%), Maranhão (52%), Piauí (48%), Ceará (47%), Rio Grande do Norte (34%), Paraíba (22%), Pernambuco (41%), Alagoas (26%), Sergipe (35%), Bahia (43%), Minas Gerais (47%), Espírito Santo (42%), São Paulo (46%), Paraná (59%), Santa Catarina (56%), Rio Grande do Sul (57%), Mato Grosso do Sul (56%) e Distrito Federal (59%).

O quadro de melhora nas taxas de ocupação acontece simultaneamente ao processo de desativação de leitos disponíveis para a Covid-19. Ou seja, mesmo com menos leitos disponíveis, os índices de ocupação seguem em declínio.

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