Pediatra e professora da USP diz que estudo de Harvard alerta para riscos de volta às aulas
O estudo mostrou que, apesar de muitas serem assintomáticas, as crianças possuem alta carga viral e podem ser mais contagiosas que adultos
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247 - A pediatra e professora da USP Ana Escobar disse, em entrevista à CNN, que a pesquisa divulgada pela Universidade Harvard é muito importante na discussão da volta às aulas. O estudo mostrou que, apesar de muitas serem assintomáticas, as crianças possuem alta carga viral e podem ser mais contagiosas que adultos.
“O estudo afirma que as crianças são, sim, portadoras de uma carga viral muito alta, logo são contagiosas. Antes, achávamos que as crianças transmitiam menos, por apresentar sintomas mais leves. Por isso, estávamos mais confortáveis em pensar na volta às aulas. Mas não é o que acontece, não é o que a pesquisa demonstrou. Por isso que acho que a volta às aulas deve ser refletida e repensada frente a esse novo estudo.”
“É preciso repensar o retorno às escolas sim, porque crianças na escola significa uma exposição maior que envolve professores, funcionários e família, muitas vezes do grupo de risco. É muita gente que está envolvida nesse processo. Os menores, por exemplo, não entendem o que é distanciamento social e os menores de dois anos não podem usar máscara, e são esses pequenos que possuem uma carga viral grande. Esse cenário de volta às aulas é complexo e com essas informações inequívocas precisamos repensar.”
“O estado vai garantir teste para todas as crianças suspeitas? Porque no momento em que uma criança apresentar sintomas, será preciso afastá-la e realizar o teste nela e também nas outras crianças. Além disso, as gripes e resfriados poderão incidir mais as crianças, por outros vírus que não necessariamente será a Covid-19. Só que no início, os sintomas se confundem. Ainda estamos em uma pandemia, não estamos no 'novo normal'. Não é normal as crianças irem para as escolas, não é normal não irmos aos estádios de futebol, enfim, precisamos repensar a volta às aulas nessa situação anormal. O 'novo normal' só será depois da vacina”.
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