Pandemia de Covid-19 "está longe do fim", alerta diretor da OMS

Ao falar da explosão de novos casos provocado pela variante ômicron, Tedros Adhanom Ghebreyesus advertiu para possibilidade de surgimento de novas cepas

(Foto: REUTERS/Denis Balibouse)


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Da RFI - O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, está preocupado com as previsões otimistas sobre o fim da pandemia que vêm se multiplicando nos últimos dias. Ao falar do aumento fulgurante de novos casos provocado pela variante ômicron, o especialista advertiu sobre a possibilidade de surgimento de novas cepas. 

"A ômicron continua se espalhando pelo planeta. Não se enganem, a ômicron provoca hospitalizações e mortes, e mesmo os casos menos graves submergem os estabelecimentos de saúde", declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa na sede da OMS em Genebra.

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Por isso, o diretor-geral da organização pede prudência por parte de autoridades que vêm fazendo previsões otimistas sobre a doença. "Essa pandemia está longe do fim e, considerando o inacreditável crescimento da ômicron no mundo, é provável que novas variantes apareçam", reiterou. 

O Reino Unido anunciou recentemente ter atingido o pico de contaminações e vem registrando uma diminuição nas hospitalizações. Já a França calcula que atingirá o ápice de contágios em alguns dias. Esses dados, no entanto, precisam ser relativizados, disse Ghebreyesus.

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"Em alguns países, casos de Covid-19 parecem ter chegado a um pico, o que suscita esperanças que o pior desta onda passou, mas nenhum país se livrou até agora da ômicron", lembrou.

Depois de uma onda fulgurante da variante na Europa, a América Latina é o novo alvo da ômicron. A Argentina é o país que mais registra casos na região: entre os dias 8 e 15 de janeiro, o país acumulou 2.481 casos por milhão de habitantes. No total, 63% dos testes atestam positivo diariamente no país que tem também a maior taxa de positividade à Covid-19 no mundo. 

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Doença endêmica?

Na Europa, várias autoridades vêm se pronunciando sobre a possibilidade de a Covid-19 se tornar endêmica, como a gripe. É o caso do chefe da estratégia vacinal da Agência Europeia de Saúde, Marco Cavalieri, que afirmou, em 11 de janeiro, que será preciso aprender a conviver com a doença. "Com o aumento da imunidade entre a população e com a ômicron, haverá muito mais imunidade natural além da vacinação. Avançaremos rapidamente a um cenário que será mais próximo da endemicidade", declarou.

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Já o ministro da Saúde da Suíça, Alain Berset, disse recentemente que a variante ômicron poderá ser "o começo do fim" da pandemia. A Espanha também tem a intenção de gerenciar esta nova etapa da crise sanitária como uma epidemia de gripe sazonal, e protegendo a população mais frágil. Por isso, a ministra espanhola da Saúde, Carolina Darias, convocou os líderes europeus a modificar o sistema de registro de contágios e a buscar "novos horizontes". 

O diretor-geral da OMS acredita que é cedo para esse tipo de previsão. "A ômicron pode ser menos grave, em média, mas o discurso de que se trata de uma variante benigna é enganador, prejudica a resposta global e custa vidas", disse.

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Ghebreyesus também expressou sua preocupação com as baixas taxas de imunização contra a Covid-19 em vários países. "As pessoas correm o risco de desenvolver formas graves da doença ou de morrer se não se vacinarem", enfatizou. 

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