País só deve concluir vacinação de prioritários no 2º semestre

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem capacidade para vacinar pelo menos dois milhões de pessoas por dia, mas o Brasil tem dificuldades para a aquisição de imunizantes prontos e de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA)

(Foto: © Tânia Rêgo/Agência Brasil)


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247 - Com o ritmo lento de vacinação, o Brasil só deve imunizar todos os grupos prioritários (77,2 milhões de pessoas) apenas no segundo semestre deste ano, de acordo com projeções feitas por analistas. Em setembro, quando Biomanguinhos começará a produzir o IFA da vacina de Oxford/AstraZeneca, mas o cronograma pode mudar, porque a assinatura do contrato de transferência de tecnologia entre AstraZeneca e Fiocruz está atrasado há quatro meses. De acordo com o cronograma do Instituto Butantan, a produção do IFA da Coronavac só deverá ocorrer em larga escala a partir do início do ano que vem. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem capacidade para vacinar pelo menos dois milhões de pessoas por dia, mas o Brasil tem dificuldades para a aquisição de imunizantes prontos e de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima necessária à produção nacional de vacinas no Instituto Butantan, em São Paulo, e em Biomanguinhos/Fiocruz, no Rio.

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No dia 31 de março, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltou a baixar a previsão de entrega de vacinas em abril de cerca de 40 milhões para 25 milhões de doses. Mesmo assim, no mesmo dia, o governo anunciou que pretendia vacinar 80 milhões de pessoas (metade da população elegível para receber a vacina) até metade do ano. 

De acordo com especialistas, só seria possível atingir o número prometido pelo governo se Brasil vacinasse pelo menos um milhão de pessoas por dia de forma continuada, sem reduções ou interrupções. 

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"Se a gente conseguisse chegar a 1,5 milhão de vacinados por dia, em abril concluiríamos o grupo 1 das prioridades", disse o epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas. "Aí daria para concluir todas as prioridades até agosto, setembro, e o restante da população, até o fim do ano. Mas acho pouco provável que isso aconteça porque toda vez que o Ministério da Saúde anuncia uma meta, ele a corrige logo depois", complementou.

Coordenador da Rede Análise Covid-19, Isaac Schrarstzhaupt recorreu à matemática. "Para metade da população receber uma dose até o meio do ano, teríamos de vacinar, já a partir de agora, 970 mil por dia; para duas doses, seriam praticamente dois milhões por dia".

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Comparações

O ritmo da vacinação, os conflitos diplomáticos e a falta de coordenação do governo federal para o gerenciamento da crise do coronavírus também impacta diretamente na economia. Um levantamento realizado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aponta que 29 das 58 fábricas de veículos instaladas no país estão paradas. De acordo com a entidade, o motivo é o agravamento da pandemia no Brasil associado a uma crise no fornecimento de componentes.

Enquanto o Brasil ainda corre contra o tempo para vacinar a população, nos Estados Unidos já são mais de 101,8 milhões de americanos vacinados com pelo menos uma dose. Eles começaram a realizar atividades normais, como encontrar a família, jogar futebol, viajar, fazer planos para celebrar o casamento, jantar fora e ver amigos.

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