OMS: mortes por Covid-19 podem dobrar para 2 milhões antes de vacina

O número de mortes causadas pelo novo coronavírus pode dobrar para 2 milhões antes que surja uma vacina, diz a agência de saúde da ONU

Chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan
Chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan (Foto: Reuters)


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Agência Brasil - O número de mortes causadas pelo novo coronavírus pode dobrar para 2 milhões antes que uma vacina bem-sucedida seja amplamente distribuída, e pode ser ainda maior sem uma ação conjunta para conter a pandemia. A afirmação foi feita pelo chefe do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, nesta sexta-feira (25).

"A menos que façamos isso, qualquer número que você diga não é apenas imaginável, mas infelizmente muito provável", disse Ryan em entrevista. 

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Ele fez a declaração no momento em que o número total de mortes, nove meses depois que o vírus foi descoberto na China, se aproxima da terrível marca de 1 milhão. "Ainda não estamos fora de perigo em lugar nenhum, não estamos fora de perigo na África", acrescentou.

Para Mike Ryan, os jovens não deveriam ser culpados por um aumento recente de infecções, apesar dos temores crescentes de que estejam estimulando sua disseminação depois que restrições e isolamentos foram relaxados em todo o mundo.

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"Realmente espero que não comecemos a apontar o dedo: é tudo culpa dos jovens", disse ele. "A última coisa que uma pessoa jovem precisa é de uma pessoa idosa apontando o dedo". Na verdade, reuniões de pessoas de todas as idades em ambientes fechados estão impulsionando a epidemia, disse.

A OMS continua a conversar com a China a respeito de seu possível envolvimento com o esquema de financiamento Covax, para garantir acesso global rápido e igualitário a vacinas contra a covid-19 uma semana depois de o prazo para a filiação se encerrar.

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"Estamos conversando com a China a respeito do papel que ela pode desempenhar daqui em diante", disse Bruce Aylward, conselheiro sênior da OMS e chefe do programa ACT-Accelerator de apoio a vacinas, tratamentos e diagnósticos contra a doença.

Ele confirmou que Taiwan se filiou ao esquema, embora não seja membro da OMS, o que eleva o total de participantes a 159. Cerca de 34 ainda estão decidindo.

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As negociações com a China também incluem um debate sobre a possibilidade de a segunda maior economia do mundo proporcionar vacinas para o mecanismo, disse  Aylward.

A agência publicou nesta sexta-feira um esboço dos critérios de avaliação do uso emergencial de vacinas contra a covid-19, para ajudar a orientar as farmacêuticas à medida que os testes chegarem a estágios avançados, disse a diretora-geral-assistente da OMS, Mariangela Simão. O documento estará disponível para comentários públicos até o dia 8 de outubro.

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Também nessa sexta-feira, uma autoridade de saúde chinesa disse que a OMS deu seu apoio para que o país iniciasse a administração de vacinas experimentais contra o novo coronavírus, enquanto os testes clínicos ainda estão em andamento.

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