OMS e FMI dizem que há 'falso dilema' entre salvar vidas e salvar empregos

De acordo com a duas instituições, em "uma das horas mais sombrias da Humanidade", líderes globais devem priorizar a garantia de materiais de proteção, investimentos na saúde e o pagamento de médicos, enfermeiros e outros profissionais do setor

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom (Foto: Reuters)


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247 - Em artigo publicado no jornal britânico The Telegraph, o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial da Saúde classificam como um "falso dilema" o impasse entre salvar vidas e empregos durante a pandemia do coronavírus. O mundo tem 1 milhão de confirmações de coronavírus, com 58,1 mil mortes.

De acordo com a duas instituições, em "uma das horas mais sombrias da Humanidade", líderes globais devem priorizar a garantia de materiais de proteção, investimentos na saúde e o pagamento de médicos, enfermeiros e outros profissionais do setor.

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A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmaram que as nações se veem frente à necessidade de conter a doença às custas de suas economias, mas controlar o contágio do vírus é um "pré-requisito" para a sobrevivência da população. "Salvar vidas ou salvar meios de subsistência. Este é um falso dilema – controlar o vírus é, quando muito, um pré-requisito para salvar meios de subsistência", dizem.

O FMI disse que pretende dobrar sua capacidade monetária para respostas de emergência de US$ 50 bilhões para US$ 100 bilhões. A medida permitirá empréstimos até duas vezes maiores do que em ocasiões prévias de emergência. A capacidade total de empréstimos passou a ser de US$ 1 trilhão.

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