OMS diz não haver necessidade de grande alarme sobre nova cepa do coronavírus

A organização acredita que o desenvolvimento da cepa mais infecciosa do novo coronavírus no Reino Unido é uma parte normal no desenvolvimento da pandemia

Mike Ryan, especialista de emergências sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS) 06/02/2020
Mike Ryan, especialista de emergências sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS) 06/02/2020 (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)


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Reuters Brasil - A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu cautela nesta segunda-feira contra um grande alarme em torno de uma nova cepa do coronavírus altamente infecciosa que surgiu no Reino Unido, mencionando que isso era uma parte normal do desenvolvimento da pandemia.

Autoridades da OMS até colocaram uma luz positiva sobre a descoberta de novas variantes que levaram uma série de países alarmados a imporem restrições de viagem ao Reino Unido e à África do Sul, dizendo que novas ferramentas para rastrear o vírus estavam funcionando.

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“Temos que encontrar um equilíbrio. É muito importante ter transparência, é muito importante dizer ao público como é, mas também é importante deixar claro que isso é uma parte normal do desenvolvimento do vírus”, afirmou Mike Ryan, principal especialista em emergências da OMS, em um briefing online.

“Ser capaz de rastrear um vírus tão de perto, tão cuidadosamente, cientificamente em tempo real é um desenvolvimento realmente positivo para a saúde pública global, e os países que fazem esse tipo de vigilância devem ser elogiados.”

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Mencionando dados do Reino Unido, as autoridades da OMS disseram não ter nenhuma evidência de que a variante deixasse as pessoas mais doentes ou fosse mais letal do que as cepas existentes da Covid-19, embora parecesse propagar-se de forma mais fácil.

Os países que impuseram restrições às viagens agiram com muita cautela ao avaliar os riscos, disse Ryan, acrescentando: “Isso é prudente. Mas também é importante que todos reconheçam que isso acontece, essas variantes ocorrem.”

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Autoridades da OMS disseram que as mutações do coronavírus têm sido muito mais lentas do que as apresentadas com a gripe e que mesmo a nova variante do Reino Unido permanece muito menos transmissível do que outras doenças, como a caxumba.

Eles disseram que as vacinas desenvolvidas para combater a Covid-19 devem lidar com as novas variantes também, embora checagens estejam em andamento para garantir que esse seja o caso.

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“Até agora, embora tenhamos visto uma série de mudanças, uma série de mutações, nenhuma teve um impacto significativo na suscetibilidade do vírus a qualquer um dos tratamentos, medicamentos ou vacinas em desenvolvimento atualmente utilizados e se espera que continuará a ser assim”, disse a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, em briefing.

A OMS afirmou que espera obter em alguns dias ou semanas mais detalhes sobre o potencial impacto da nova cepa do coronavírus altamente infecciosa.

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Por Emma Farge em Genebra e Michael Shields em Zurique

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