OMS celebra aprovação de vacina no Reino Unido, mas alerta: 'montamos o acampamento. Falta subir o Everest'

O diretor de operações da OMS, Mike Ryan, ressaltou que a existência de uma vacina não significa o fim da Covid-19. "Veja a poliomielite. Temos a vacina há 30 anos e o mundo investiu bilhões e ainda temos a doença"

Chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan
Chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)


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247 - A Organização Mundial da Saúde (OMS) comemorou nesta quarta-feira (2) a aprovação para o uso da vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 no Reino Unido, mas lembrou, segundo Jamil Chade, do UOL, que uma das operações mais complexas ainda está para ser realizada: a vacinação em si.

"Montamos o acampamento na base da montanha. Agora, precisamos subir o Everest. Estamos quase lá. Mas não chegamos ainda e teremos de ser pacientes. Vidas vão ser perdidas se deixarmos de fazer distanciamento e outras medidas de controle. Não podemos prometer salvar vidas no ano que vem. Temos de salvar vidas hoje", afirmou o diretor de operações da OMS, Mike Ryan.

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Segundo Ryan, países deverão manter as restrições e o distanciamento social pelo menos pelos próximos seis meses. "Precisamos entender que, até lá, as medidas para frear o vírus terão de continuar".

O diretor da OMS ressaltou que, historicamente, a existência de uma vacina não significa a erradicação de uma doença. "Veja a poliomielite. Temos a vacina há 30 anos e o mundo investiu bilhões e ainda temos a doença. Uma coisa é ter a vacina. Outra é a vacinação".

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À comunidade científica, Ryan pediu que os estudos continuem, com o objetivo de descobrir maneiras de aumentar a produção de doses dos imunizantes e baratear o processo.

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