Novo boletim aponta aumento no número de mortes por Covid-19 no País
Em 24 horas foram registradas mais 2.371 óbitos, totalizando 459 mil. O número do último período é maior que a média móvel de 7 dias, de acordo com Boletim do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass)
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Rede Brasil Atual - Boletim do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgado nesta sexta-feira (28) aponta aumento de mortes por covid-19. Nas últimas 24 horas foram registradas mais 2.371 óbitos, totalizando 459.045. O número do último período é maior que a média móvel de 7 dias, que ficou em 1.819, e também do período anterior, 2245. Já os novos casos de contaminação pelo novo coronavírus, segundo os dados coletados pelo Conass junto aos estados, tiveram ligeira queda. Foram 49.768. No período anterior, 67.467. E a média móvel de 7 dias ficou em 60.140.
Aumento de mortes
De acordo com o boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as expectativas são de piora no quadro. Analisando dados referentes ao período dos dias 16 a 22, os pesquisadores projetam aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais cerca de 96% são causados pelo coronavírus. E também para a retomada do crescimento de casos, que haviam se estabilizado em patamares altos. E isso vale para todos os estados e o Distrito Federal. “Os dados apresentados devem ser utilizados em combinação com os demais indicadores relevantes, como a taxa de ocupação de leitos das respectivas regionais de saúde, por exemplo. O estudo sinaliza que o cenário atual está associado à retomada das atividades de maneira precoce. Tal situação manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, com tendência de agravamento nas próximas semanas”, afirmou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.
Não ajuda e atrapalha
Em meio à situação, o presidente Jair Bolsonaro ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra decretos que mantiveram lockdown ou restrições de locomoção durante a pandemia no Paraná, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Mas o presidente do STF, ministro Luiz Fux, reafirmou que os estados têm legitimidade para adotar medidas contra a pandemia conforme suas realidades regionais.
“O STF julgou, didaticamente, que a União tem coordenação geral. Mas há determinados locais em que a pandemia se exacerbou e outros em que a pandemia esteve de passagem. Foi sob essa ótica do interesse local que o Supremo regulou essa questão de que estados e municípios também podem legislar”, disse Fux, conforme informação do Conjur.
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