Municípios pedem coordenação nacional no combate à pandemia e pedem, com urgência, remédios do "kit-intubação"
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) enviou uma carta para Jair Bolsonaro, conclamando-o assumir uma coordenação nacional para conter a pandemia da Covid-19 no Brasil “de uma vez por todas” e pedindo que o governo federal faça uma campanha massiva a favor da vacinação, do isolamento social e do uso de máscaras e álcool em gel
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247 - Após a posse do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) enviou uma carta para Jair Bolsonaro, conclamando-o assumir uma coordenação nacional para conter a pandemia da Covid-19 no Brasil “de uma vez por todas”. Os municípios também pedem que o governo federal faça uma campanha massiva a favor da vacinação, do isolamento social e do uso de máscaras e álcool em gel.
O presidente da CNM, Glademir Aroldi (PP), defendeu que Bolsonaro, com urgência, realize ações emergenciais para produzir e importar medicamentos para intubar pacientes em UTI, principalmente bloqueadores neuromusculares e oxigênio, que estão em falta em várias regiões do país.
“Uma nação não pode aceitar cidadãos morrendo sufocados ou tendo que suportar dores indescritíveis decorrentes de intubação sem anestesia”, escreve Aroldi. “A União precisa reorientar as plantas produtivas à disposição no País e, mais do que nunca, mobilizar a diplomacia internacional a fim de garantir as condições necessárias, para responder a esta batalha.”
Falta de medicamentos
O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, no último dia 18, estimou que os estoques do 'kit intubação' devem acabar nas próximas semanas. Enquanto isso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilência Sanitária) não se mostra capaz de sequer marcar reuniões sobre o tema.
A reunião de emergência marcada para discutir, no domingo, 21, a escassez de medicamentos para intubação de pacientes foi cancelada porque a Anvisa não enviou o e-mail que deveria convocar e confirmar o horário do encontro.
O cancelamento ocorre num cenário em meio ao caos gerado pela pandemia e com pacientes morrendo por falta de insumos adequados nos hospitais.
O chamado "kit intubação" tem, entre outros itens, remédios para anestesia, sedação e relaxamento muscular.
Bolsonaro cancelou compra de medicamentos
O governo Jair Bolsonaro cancelou a importação de medicamentos para intubação de pacientes da Covid-19 em agosto do ano passado, “sem explicação”, segundo o Conselho Nacional de Saúde (CNS).
Em julho de 2020, medicamentos foram adquiridos pelo governo de empresas uruguaias, numa ação que ficou conhecida como “Operação Uruguai”. Um mês depois, o governo federal cancelou a chamada “Operação Uruguai II”, que tinha o mesmo objetivo.
Já no final de agosto o Conselho Nacional de Saúde alertou para o risco de falta de insumos e pediu que o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tomassem providências para regularizar o estoque desses insumos.
Além do CNS, também alertaram o Ministério da Saúde o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde).
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