Ministério da Saúde zera estoque de equipamentos de proteção contra covid-19

O estoque federal, de 40 milhões de itens, já foi todo repassado aos Estados e municípios. Segundo o ministério, o volume é suficiente para manter os estoques locais por cerca de 20 dias, somados ao que os governos locais já possuíam

(Foto: Divulgação)


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BRASÍLIA (Reuters) - O estoque do Ministério da Saúde de materiais de proteção individual para profissionais de saúde, como máscaras e luvas, acabou, apesar do país estar ainda longe de atingir o pico da epidemia de coronavírus, e o governo federal tenta confirmar aquisição na China para recompô-los.

Assim que a compra for confirmada, o governo brasileiro deve enviar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) ao país asiático para trazer os equipamentos.

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A informação foi confirmada à Reuters pelo Ministério da Saúde.

O estoque federal, de 40 milhões de itens, já foi todo repassado aos Estados e municípios. Segundo o ministério, o volume é suficiente para manter os estoques locais por cerca de 20 dias, somados ao que os governos locais já possuíam.

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“A pasta mantém esforço constante na aquisição de mais equipamentos e insumos, buscando fornecedores nacionais e internacionais. Nesta semana, fechou uma compra de 200 milhões de itens, o que deve sustentar o sistema por cerca de 60 dias”, informou o ministério em nota.

As negociações são maiores do que o confirmado até agora. O governo brasileiro tenta adquirir um total de 720 milhões de equipamentos de proteção individual, mas o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, admitiu na quarta-feira que parte das compras feitas pelo Brasil foi derrubada pela China quando o governo dos Estados Unidos enviou mais de 20 aviões cargueiros ao país para comprar os mesmos produtos.

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“As nossas compras, que tínhamos expectativa de concretizar para poder abastecer, muitas caíram”, disse o ministro em entrevista na quarta-feira.

A expectativa agora, explicou, é que o países com mais poder de compra “já tenham se saciado”, e a China consiga reorganizar sua produção.

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Em nota, o ministério esclareceu ainda que “há uma demanda mundial por conta da pandemia, o que tem trazido escassez e dificuldades na produção e entrega desses insumos no cenário internacional, mesmo após a celebração de contratos”.

O governo brasileiro considerava usar rotas regulares de aviação, a contratação de aviões cargueiros ou o envio de aviões da FAB para garantir a busca de equipamentos comprados.

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De acordo com uma fonte, a decisão deve ser pelo uso da FAB. Isso porque as rotas comerciais estão bastante diminuídas pela pandemia e a disponibilidade de cargueiros no mercado internacional também se mostra mais difícil.

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