Média de óbitos pela Covid-19 é a maior desde o início de abril

Brasil registrou 334 mortes e 60.384 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. Média móvel de óbitos calculada em sete dias ficou em 188, alta de 37,2%

Teste Covid
Teste Covid (Foto: Reuters)


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Tiago Pereira, Rede Brasil Atual - O Brasil registrou 334 mortes e 60.384 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Assim, em todo o país, a média móvel de óbitos calculada em sete dias ficou em 188, voltando a subir. É a maior marca desde 4 de abril, quando a média estava em 194. Em uma semana, esse índice registrou alta de 37,2%. Em 14 dias, de 33,3%. 

Do mesmo modo, a média de casos, que ficou em 49.970, é a maior desde 2 de março, quando atingiu 51.039. Em uma semana, o índice teve aumento de 33,6%. Em 14 dias, o avanço é um pouco menor, de 24,9%. 

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Dados da plataforma SP Covid-19 Info Tracker (USP/Unesp) também apontam para o avanço da doença no país. Atualmente, a taxa de contágio da doença está em 1,82. Isso significa que cada 100 pessoas infectadas transmitem a doença para outras 182. Os pesquisadores estimam que essa taxa deve chegar a 1,85 na próxima segunda-feira (27). 

Ao todo, desde o início da pandemia, o Brasil tem 670.229 óbitos oficialmente registrados e mais de 32 milhões de casos da doença.

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Onda de inverno

Para o coordenador da Rede Análise Covid-19, Isaac Schrarstzhaupt, as recentes altas nos números de casos e óbitos se relacionam ao início do inverno. As pessoas tendem a se aglomerar em locais fechados, com pouca ventilação, o que aumenta o risco de transmissão. 

“O SARS-CoV-2 (coronavírus causador da Covid-19) está aproveitando uma época onde outros vírus com muito menos transmissibilidade do que ele, como o da Influenza, já prosperam. Portanto, usem máscaras PFF2 em locais fechados ou com muita gente junta”, alerta Isaac. 

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Por outro lado, com a existência da vacina e outras estratégias para a mitigação da transmissão, ele considera os números recentes altos demais. 

Um dos problemas é a baixa adesão à terceira dose dos imunizantes. Até o momento, 98,7 milhões de pessoas tomaram a dose de reforço, o que representa apenas 55% da população. As doses adicionais são essenciais, já que a ômicron e suas variantes são capazes de produzir casos graves naqueles que tomaram apenas as duas primeiras doses. 

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BA.2 prevalece

Também hoje, a Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que a linhagem BA.2 da ômicron passa a ser dominante no Brasil. Mais infecciosa, ela respondeu por 63,3% das amostras sequenciadas entre os dias 3 a 16 de junho. Assim, a BA.2 e as linhagens BA.1, a BA. 1.1 respondem por mais de 70% dos genomas sequenciados por amostragem no país. 

Além disso, a Rede Genômica identificou 105 amostras recombinantes em nove estados (Pará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Paraná) e no Distrito Federal. A mais frequente foi a XQ, com 79 amostras. O informe também mostra que houve 69 casos de reinfecção caracterizados geneticamente, sendo 56 deles associados à ômicron.

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