Líderes do G20 se mobilizam para acelerar vacinação em países pobres

Durante o Encontro Global sobre Saúde em Roma, as farmacêuticas Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson prometeram distribuir 3,5 bilhões de doses a preço de custo para os países mais pobres, entre 2021 e 2022

Italian Prime Minister Mario Draghi (R) and President of European Commission Ursula von der Leyen (L) attend a press conference during the Global Health Summit at Villa Pamphilij, Rome, Italy, 21 May 2021. ROBERTO MONALDO/ LAPRESSE/ POOL/ ANSA
Italian Prime Minister Mario Draghi (R) and President of European Commission Ursula von der Leyen (L) attend a press conference during the Global Health Summit at Villa Pamphilij, Rome, Italy, 21 May 2021. ROBERTO MONALDO/ LAPRESSE/ POOL/ ANSA (Foto: Roberto Monaldo/LaPresse)


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(ANSA) - Os líderes dos países do G20 e organizações internacionais se comprometeram nesta sexta-feira (21) a acelerar a lenta campanha de vacinação anti-Covid nos países mais vulneráveis para combater a pandemia do novo coronavírus e retomar a economia mundial.

Durante o Encontro Global sobre Saúde em Roma, organizado pela presidência italiana do G20 e pela Comissão Europeia, as farmacêuticas Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson prometeram distribuir 3,5 bilhões de doses a preço de custo para os países mais pobres, entre 2021 e 2022.

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Além disso, a União Europeia (UE) anunciou que planeja fornecer 100 milhões de doses de vacinas anti-Covid para essas nações até o final de 2021, informou a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.

A executiva afirmou que "todo o mundo, onde seja" deveria ter acesso aos imunizantes e, por isso, o "Team Europe tem a intenção de fornecer ao menos 100 milhões de doses aos países de baixa e média renda, antes do final de 2021".

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Já a Alemanha contribuirá com mais 100 milhões de euros para o fundo da Covax, iniciativa para ajudar países pobres a receberem imunizantes. A chanceler Angela Merkel ainda prometeu mais 30 milhões de doses para os territórios, principalmente para a África.

Na abertura do encontro, inclusive, Von der Leyen já havia feito referência às necessidades de abastecimento do continente africano.

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"A UE vai lançar uma iniciativa com os seus parceiros africanos para desenvolver a produção de vacinas na África através de centros regionais espalhados por todo o continente, relatou a presidente da Comissão Europeia.

O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, por sua vez, afirmou que "a pandemia mostrou que precisamos cruzar fronteiras se quisermos enfrentar os desafios de nossos tempos". "Isso inclui não apenas a pandemia, mas também as desigualdades globais e as mudanças climáticas".

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Para ele, esses temas são o espírito da "Declaração de Roma, uma série de princípios que nos garantirão uma melhor preparação para uma possível futura pandemia".

"As contribuições para o debate de hoje servirão como uma base sólida para fortalecer nossa resposta à atual emergência de saúde e às crises futuras. Este é o espírito da Declaração de Roma", acrescentou.

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O documento incluiu o multilateralismo, elo entre a saúde pessoal e a saúde mundial e um compromisso prudente sobre as patentes de vacinas.

"Prioridade é a implementação de medidas adequadas para a saúde pública, juntamente com o retorno a um crescimento forte e sustentável, equilibrado e inclusivo", diz o texto inicial, que consiste em cinco páginas e 16 princípios para "uma orientação voluntária da luta global contra a Covid".

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Na introdução, os líderes destacam que a diplomacia de patentes para fomentar a capacidade global de produção e distribuição de doses deve ser enquadrada sob égide do Acordo TRIPs de 1994 e da Declaração de Doha de 2001.

O texto ainda prevê "a promoção de ferramentas como acordos sobre licenciamento voluntário da propriedade intelectual, transferência voluntária de tecnologias de know-how e fusão de patentes com base em termos mutuamente acordados".

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"Os signatários se comprometem a explorar as sinergias e explorar as competências das organizações e plataformas relevantes para facilitar a partilha de dados, capacitação, licença".

O compromisso é o de uma "resposta coordenada e resiliente para uma recuperação inclusiva" da Covid-19, além de "compartilhar dados de forma rápida e segura em caso de emergência".

Por fim, é destacado que "os efeitos diretos e indiretos da pandemia foram desproporcionais aos países mais vulneráveis". "É por isso que o acordo é considerar a imunização da Covid como um bem público global, melhorando e aumentando o programa Covax". 

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