Laboratório chinês Sinovac anuncia investimento de US$ 500 milhões para produzir Coronavac
De acordo com a Sinovac, o investimento do grupo farmacêutico Sino Biopharmaceutical de Hong Kong servirá para ampliar a pesquisa e as capacidades de produção da vacina
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Da RFI - O laboratório chinês Sinovac Biotech anunciou, nesta segunda-feira (7), ter obtido um financiamento de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) para produzir sua vacina contra o novo coronavírus. A Coronavac é umas das imunizações mais avançadas em nível mundial e deve ser distribuída no Brasil.
Em contrapartida ao investimento, a Sino Biopharmaceutical receberá 15% do capital de uma filial da Sinovac, Sinovac Life Sciences. O SARS-Cov-2 apareceu há cerca de um ano na China, que conseguiu controlar o vírus com diversas restrições, que incluem o fechamento das fronteiras. Desde então, o país lançou várias pesquisas sobre possíveis imunizações. O presidente Xi Jinping prometeu transformar a vacina em um "bem público mundial."
De acordo com a Sinovac, o investimento do grupo farmacêutico Sino Biopharmaceutical de Hong Kong servirá para ampliar a pesquisa e as capacidades de produção da vacina.
O grupo espera atingir uma capacidade de produção de 600 milhões de unidades até o final do ano. A vacina está na fase 3 de testes clínicos em vários países, incluindo o Brasil. O órgão chinês que regulamenta o uso de medicamentos no país ainda não autorizou sua comercialização.
Vacinação em setores prioritários já foi iniciada
De acordo com o CEO da Sinovac, Yin Weidong, o produto atingiu uma etapa importante nos testes clínicos na Ásia e na América Latina. O governo chinês já iniciou a vacinação em alguns setores prioritários, como diplomacia, profissionais da saúde, ou estudantes que vão para o exterior.
Cerca de 1 milhão de pessoas já foram vacinadas na China com uma imunização produzida pela Sinopharm, uma empresa concorrente. O Reino Unido anunciou na semana passada que autorizaria a distribuição generalizada de uma vacina, a partir desta terça-feira (8), com as vacinas das empresas Pfizer/BioNTech, que utilizam uma nova tecnologia, do RNA mensageiro. A Rússia também autorizou a imunização para algumas categorias de sua população, com a Sputnik V.
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