Hospital federal do Rio tem leitos trancados com cadeado por falta de profissionais
O problema dos leitos fechados ocorre porque, desde 2005, ano em que o Rio de Janeiro entrou em calamidade pública, os hospitais federais funcionam com base em milhares de contratos temporários. Isso quer dizer que existem médicos e enfermeiros que trabalham na rede há 15 ou 16 anos, mas formalmente não são fixos.
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247 - Os quartos do sexto andar do Hospital Federal da Lagoa, na zona sul carioca, estão equipados e limpos, prontos para serem usados, exceto por um detalhe: não há profissionais de saúde. Essa é a situação de centenas de vagas de internação geridas pelo Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, informa reportagem do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo a reportagem, a cidade tem nove unidades federais de alta complexidade, quantidade que não existe em nenhuma outra região do país. Nelas, há 2.508 leitos, incluindo clínicos e UTIs de todas as especialidades.
Nesta quarta (10), um terço desses leitos (851) estava bloqueado, quase metade (397) por falta de funcionários, segundo o censo hospitalar da prefeitura. A situação é crônica, mas ganha ares ainda mais dramáticos agora, com um terceiro repique de casos de Covid se aproximando e UTIs com mais de 90% de ocupação.
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