Governo gastou mais de R$ 100 milhões com ampliação e distribuição de Tamiflu, remédio ineficaz contra Covid-19

A gestão de Eduardo Pazuello concentrou o envio de 425 mil comprimidos para o Amazonas, sendo mais da metade para a capital. A distribuição do Tamiflu, ineficaz contra a Covid-19, ocorreu sob pretexto de combate à gripe

(Foto: Reuters)


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247 - O Tamiflu, nome comercial do fosfato de oseltamivir, teve do Ministério da Saúde investimentos da ordem de R$ 100 milhões para ampliar a sua produção e distribuição durante a pandemia, mesmo sem eficácia comprovada contra a Covid-19. A justificativa seria a recomendação do Ministério da Saúde em maio de 2020 para que o fármaco fosse administrado em casos graves da síndrome respiratória grave (SRAG) ou de síndrome gripal com fatores de risco.

Em maio deste ano, quando o colapso na saúde se instalou em Manaus, o general Pazuello enviou 425 mil comprimidos para o Amazonas, sendo mais da metade para a capital. 

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No entanto, cientistas da Fiocruz afirmam que o Tamiflu costuma ser requisitado em casos de gripe, já que atua contra os vírus influenza A e B. De acordo com o boletim mais recente da Fiocruz, o índice de casos de SRAG causados por influenza  naquele ano corresponde a menos de 1%,  enquanto 97,7% foram causados por Covid-19. Portanto, não justificaria o uso do Tamiflu. 

Segundo reportagem do jornal O Globo,  ainda assim, o governo federal encomendou à Fiocruz e à farmacêutica Roche um total de 20,8 milhões de comprimidos de Tamiflu após o início da pandemia, e distribuiu quantidade semelhante a estados e municípios de janeiro a dezembro do ano passado.

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