Governo Doria pede R$ 1,9 bilhão a Ministério da Saúde para dobrar produção de vacina contra coronavírus
Com a cifra de quase R$ 2 bilhões, o governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), quer dobrar, de 60 milhões para 120 milhões, o número de doses inicialmente previstas da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac
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247 - O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), pediu R$ 1,9 bilhão ao Ministério da Saúde para dobrar, de 60 milhões para 120 milhões, o número de doses inicialmente previstas da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac. De acordo com Dimas Covas, diretor do instituto, a ideia é aumentar a capacidade de produção gradativamente, chegando a até 400 milhões de doses em cerca de três a quatro anos.
O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que o pedido de aumento do dinheiro também tem o objetivo a finalização de estudos clínicos e a reforma da fábrica de vacinas da instituição. Caso o valor não seja liberado, a produção será limitada em 60 milhões.
"Se não tivermos esse investimento, teremos sim que limitar a produção de vacinas. Teremos 45 milhões de doses agora para 2020 e mais 15 milhões de doses até o primeiro trimestre", complementou.
Segundo o titular da pasta, inicialmente o valor de R$ 1,9 bilhão "é o aporte para que possamos dar seguimento à ampliação da fábrica". O relato foi publicado no jornal Folha de S.Paulo.
"É o mesmo aporte de recursos que a própria Fiocruz acabou recebendo para iniciar a ampliação da sua fábrica, o que não quer dizer que esse dinheiro cesse, e talvez até precisemos mais, porque precisamos não só de estrutura física, mas de equipamentos que terão que ser alocados", continuou.
"Nesse momento, precisamos de vacinas [contra a Covid-19], não de uma ou duas, mas do maior número de vacinas possíveis", acrescentou.
Atualmente, a vacina Coronavac está na terceira e final da fase de testes. Os ensaios clínicos acontecem em seis estados, com 9.000 voluntários em 12 centros de pesquisa.
"Na primeira fase, foram 92,4% de proteção, aumentando na segunda dose para 97%, mostrando que é uma vacina que se propõe a proteger e imunizar", afirmou o secretário.
São Paulo é o estado brasileiro com o maior número de casos de coronavírus, com 765.670 pessoas infectadas, das quais 28,9 morreram, conforme dados publicados pelo site disponibilizado pelo governo federal para atualizações de estatísticas da Covid-19.
O Brasil é o segundo país do mundo com o maior número de confirmações (3,6 milhões) e mortes (116 mil) provocadas pela pandemia. Só perde para os Estados Unidos, com 5,9 milhões de casos e 183 mil óbitos.
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