Governo Bolsonaro apostou em spray nasal sem eficácia ao invés de comprar vacinas

Documentos secretos revelam que enquanto relutava em assinar contrato com a Pfizer e Johnson, em março, o então chanceler, Ernesto Araújo, foi a Israel conhecer um spray nasal que não tinha ainda eficácia comprovada no tratamento contra a Covid-19

Comitiva do governo Jair Bolsonaro
Comitiva do governo Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)


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247 - A CPI da Covid do Senado está de posse de um documento classificado como “secreto” e com prioridade “urgente” que comprova que o governo Bolsonaro continuou se recusando a assinar acordo com as farmacêuticas Pfizer e Janssen, em fevereiro deste ano, para a compra de vacinas para o Brasil.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, em um telegrama enviado pelo Ministério das Relações Exteriores em 24 de fevereiro deste ano a 19 embaixadas brasileiras, havia a solicitação de que os diplomatas fizessem uma "consulta informal às autoridades locais" sobre os termos dos contratos confidenciais assinados com a Pfizer e Johnson, pois o governo brasileiro “desconfiava” dos contratos fornecidos pelas farmacêuticas.

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"No intuito de subsidiar e orientar o seguimento das negociações, e em que pese a confidencialidade dos contratos, muito agradeceria a Vossa Excelência a gentileza de consultar informalmente as autoridades locais, a fim de averiguar como foram recebidas e processadas as referidas questões contratuais com o laboratório Pfizer, no que se refere a vacinas contra a COVID-19", diz trecho do telegrama do Ministério das Relações Exteriores.

O documento também trazia as “justificativas” do governo Bolsonaro para não comprar as vacinas da Pfizer como "a assunção, pelo governo, da responsabilidade civil por eventuais danos colaterais das vacinas". Naquele momento a Pfizer já tinha fechado acordo com mais de 69 países. 

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No entanto, ao mesmo tempo em que relutava em assinar contrato com a Pfizer e Johnson, em março, o então chanceler, Ernesto Araújo, foi a Israel conhecer um spray nasal que não tinha ainda eficácia comprovada no tratamento contra a Covid-19. Ele estava acompanhado do então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que, assim como ele, foi demitido sob críticas até mesmo de aliados do Planalto. 


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