Gays e transsexuais brasileiros sofrem com a crise econômica do coronavírus

Quatro em cada 10 pessoas LGBT+, e mais da metade das pessoas trans, disseram que não seriam capazes de sobreviver sem renda por mais de um mês, de acordo com a pesquisa do grupo de defesa #VoteLGBT

(Foto: Divulgação)


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CIDADE DO MÉXICO/RO DE JANEIRO (Reuters) - Um em cada quatro gays e transsexuais brasileiros desempregados perdeu o emprego recentemente durante o surto de coronavírus, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo, mostrando que o desemprego entre brasileiros LGBT+ é quase o dobro da taxa geral do país.

Quatro em cada 10 pessoas LGBT+, e mais da metade das pessoas trans, disseram que não seriam capazes de sobreviver sem renda por mais de um mês, de acordo com a pesquisa do grupo de defesa #VoteLGBT.

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À medida que o Brasil surge como um dos maiores focos de coronavírus no mundo, os residentes LGBT+ ficam especialmente vulneráveis quando enfrentam problemas de saúde, trabalho e renda, segundo a pesquisa.

O Brasil registrou mais de 1,2 milhão de casos de coronavírus desde o início da pandemia, entre os números mais altos do mundo, com cerca de 55.000 mortes, segundo o Ministério da Saúde.

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A taxa de desemprego subiu para 12,6% nos três meses até abril, a maior em mais de um ano, com quase 5 milhões de pessoas deixando a força de trabalho. Os dados oficiais de desemprego de maio serão divulgados nesta semana.

Os LGBT+ brasileiros, por sua vez, registram uma taxa de desemprego de 21,6%, segundo a pesquisa #VoteLGBT.

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O número real é provavelmente maior porque a pesquisa foi feita online, disse Fernanda De Lena, membro do #VoteLGBT.

“Pessoas sem um apareljo eletrônico para responder ao questionário não estão sendo contabilizadas”, disse ela. “Portanto o número de desempregados é provavelmente subestimado.”

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