Fiocruz espera ter 'protagonismo' na vacinação contra a Covid-19 em abril com a entrega de 30 milhões de doses

De acordo com o diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, que dirige a unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos, a fundação perseguirá a meta de produzir 110 milhões de vacinas com o próprio IFA no segundo semestre, mas a complexidade dos processos de produção e a validação regulatória podem impedir o alcance da meta

O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma
O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)


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247 - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciou conversas com o laboratório AstraZeneca para superar eventuais atrasos na produção de vacinas da Covid-19 com o próprio ingrediente farmacêutico ativo (IFA) e pode importar mais doses prontas ou insumos se necessário. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (26) pelo diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, que dirige a unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos.

De acordo com o dirigente, a fundação perseguirá a meta de produzir 110 milhões de vacinas com o próprio IFA no segundo semestre, mas a complexidade dos processos de produção e a validação regulatória podem impedir o alcance da meta. A entrevista foi concedida à Reuters.

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"Produzir aqui a vacina é todo um processo. Tem que validar os lotes de IFA, validar o registro de local de fabricação do IFA. Acreditamos que em meados do segundo semestre vamos ter vacina pronta, agora, se vamos conseguir liberar vai depender das questões regulatórias. O processo é complexo e não dá para afirmar na ponta do lápis. Sabemos que vamos ter percalços em um processo que se fazia em anos", disse Zuma.

"Se a gente demorar um pouquinho mais para conseguir liberar as doses de vacina nacional podemos acertar com eles, (AstraZeneca), podemos trazer vacina. São várias abordagens possíveis. O problema é complexo e vamos adaptando de acordo com a situação", acrescentou.

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