Fiocruz entrega 5,3 milhões de doses de vacina nesta sexta-feira
Efetivada a entrega, a Fundação Oswaldo Cruz ultrapassa a marca de 40 milhões de doses entregues, sendo 36,2 milhões produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, no Brasil. A produção do imunizante pela Fiocruz foi interrompida temporariamente a partir desta quinta-feira
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247 - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deve entregar cerca de 5,3 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) nesta sexta-feira, 21.
Efetivada a entrega, a fundação ultrapassa a marca de 40 milhões de doses entregues, sendo 36,2 milhões produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, no Brasil. O restante foi importado pronto da Índia.
A produção do imunizante pela Fiocruz foi interrompida temporariamente a partir desta quinta-feira, 20, por falta de insumos. A expectativa é de que a produção seja retomada a partir da próxima terça-feira, dia 25, com a chegada da nova remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA).
Além da Fiocruz, o Instituto Butantan também paralisou a produção de doses da vacina Coronavac na semana passada. Enquanto a Fiocruz deve receber seus insumos no sábado, 22, o Instituto Butantan deverá recebê-los no dia 26.
Sputnik V tem 1º lote fabricado no Brasil e será exportada a países vizinhos
A empresa farmacêutica brasileira União Química completou o primeiro lote da vacina contra o coronavírus Sputnik V, com ingredientes ativos e tecnologia fornecidos pela Rússia. De acordo com executivos do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), o primeiro lote de 100 mil doses da fábrica foi embalado em caixas rotuladas em espanhol, apesar de não ter sido decidido quais países as receberão. Segundo o Instituto Gamaleya de Moscou, que desenvolveu a vacina, o imunizante foi embalado para envio na planta da União Química em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.
A companhia informou nesta quinta-feira, 20, que as doses serão exportadas para países vizinhos da América do Sul, pois o Brasil não aprovou o imunizante russo para uso doméstico. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomendou a aplicação da Sputnik V sob o argumento de que a vacina contém adenovírus replicante (adenovírus capaz de reprodução, ou RCA), mas não chegou a fazer os testes necessários para barrar a importação do imunizante. Em consequência o órgão foi ameaçado de processo pelo fundo soberano da Rússia por difamação.
Executivo-chefe da União Química, Fernando Marques disse que Paraguai, Uruguai e Argentina estão interessados em comprar a vacina. A União Química poderá produzir oito milhões de doses por mês quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar seu uso no Brasil, disse ele à Reuters. O dirigente espera que a aprovação saia em junho, e sua empresa começará a produzir o ingrediente ativo em seu laboratório biomédico de Brasília, ao invés de importá-lo da Rússia.
O fundo russo disse que assinou contratos de produção da Sputnik V com 20 instalações de fabricação da Índia, Argentina, Coreia do Sul, China, Itália, Sérvia, Egito, Turquia, Belarus e Cazaquistão.
Por ora, a vacina já é produzida na Rússia, Sérvia, Egito, Turquia e Argentina, onde o primeiro lote de teste foi produzido no dia 20 de abril pelos Laboratórios Richmond, disse o fundo russo.
(Com Reuters)
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