Fiocruz alerta que morte de grávidas por falta de vacinas pode ser quatro vezes maior que em 2020
Levantamento mostra que 60% das gestantes e mães que morreram em 2021 não tinham nenhuma doença preexistente. Segundo a Fiocruz, a gravidez por si só já é um fator de vulnerabilidade para a mulher, aumentando a chance de complicações da Covid-19
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247 - De acordo com um estudo feito pela Fiocruz, se gestantes e puérperas sem comorbidades não forem reinseridas no Plano Nacional de Imunização (PNI), o número de óbitos por Covid-19 pode ser até quatro vezes maior que em 2020. A afirmação é do pesquisador da Fiocruz, Marcos Nakamura .
De acordo com o especialista, quando avaliada a relação entre mortes e infectados houve uma piora em toda a população em 2021 em relação ao ano anterior. No entanto, este cenário é ainda mais desfavorável para gestantes e puérperas. Em 2020, no pico da pandemia, a taxa de letalidade era de 9%. Em abril, foi de 20%. O levantamento aponta que 60% das gestantes e mães que morreram em 2021 não tinham nenhuma doença preexistente.
Em reportagem do portal UOL, Nakamura defendeu que a melhor forma de evitar um aumento da taxa de mortalidade das gestantes é colocá-las no topo da lista de vacinação, sobretudo em mulheres no pós-parto ou puerpério, pois há um maior risco da associação entre Covid e trombose, que pode levar ao agravamento da primeira e ao possível óbito.
“Há outras vacinas que podem ser aplicadas enquanto se investiga esse óbito [com a vacina da Astrazeneca]. Também já se sabe que os anticorpos podem passar de mãe para filho. Imunizar a gestante significa proteger, também, o bebê. São duas vidas salvas”, destaca.
O Brasil é o país com maior índice de morte materna durante a pandemia no mundo — segundo uma pesquisa do "International Journal of Gynecology and Obstetrics", 77% das gestantes que morreram de covid-19 são brasileiras.
Na última quarta (26), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu um prazo de cinco dias para o Ministério da Saúde explicar por que decidiu paralisar a vacinação de grávidas e puérperas sem comorbidades.
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