Estudo recomenda mais restrições para evitar disseminação da covid-19
É o que aponta um relatório de 25 páginas publicado pelo Imperial College de Londres, com foco no Brasil e analisaram os casos de 16 estados do País. "Os resultados mostram que até agora as reduções na mobilidade não foram rigorosas o bastante para reduzir o número de reprodução abaixo de 1%", afirmam
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247 - Um novo relatório de 25 páginas publicado nesta sexta-feira (8) pelo Imperial College de Londres, com foco no Brasil, recomenda ações mais duras para diminuir a propagação do coronavírus. O País tem pelo menos 136 mil casos e 9,2 mil mortes causadas pela covid-19. É a oitava nação com os maiores números de confirmações.
"Mesmo que a epidemia brasileira ainda seja relativamente nascente em escala nacional, nossos resultados sugerem que mais ação será necessária para limitar sua expansão e evitar a sobrecarga do sistema de saúde", afirmam os pesquisadores no documento publicado pelo G1.
Foram analisados os impactos de medidas de prevenção em 16 estados brasileiros. "Não está claro ainda se foram eficazes para reduzir a transmissão do vírus no país", dizem. "Os casos relatados mais que dobraram nos últimos dez dias e demonstram pouco sinal de arrefecimento".
De acordo com os pesquisadores, apenas no Amazonas, o número supera os 10%. Nos demais estados mais atingidos – São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco (juntos, os cinco somam 81% dos infectados) –, está entre 3% e 4%. No resto do país, mal supera 1%.
"Os resultados mostram que até agora as reduções na mobilidade não foram rigorosas o bastante para reduzir o número de reprodução abaixo de 1", dizem. "Essa tendência está em franco contraste com outras epidemias de Covid-19 na Europa e na Ásia, onde quarentenas forçadas reduziram com sucesso o número de reprodução".
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