Estudo com proxalutamida omitiu mais de 40 mortes no AM

No total, 645 pacientes participaram da pesquisa, que teve o apoio e patrocínio do Grupo Samel, rede de hospitais e planos de saúde

Proxalutamida
Proxalutamida (Foto: Pixabay)


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247 - Um estudo patrocinado pelo Grupo Samel, uma rede de hospitais e planos de saúde no Amazonas, omitiu  23 mortes de pacientes entre os que tomaram o medicamento proxalutamida contra Covid-19 e 21 entre os que tomaram placebo.

Aprovado em janeiro deste ano pela Comissão Nacional de Ética e Pesquisa, do Conselho Nacional de Saúde (Conen) - órgão que fiscaliza as pesquisas científicas no país -, o estudo contou com a participação de 645 pacientes. 

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O estudo analisou dados entre os meses de fevereiro e março. De acordo com informações do UOL, na apresentação dos resultados, em 11 de março, em um hospital da Samel em Manaus, os pesquisadores afirmaram que houve apenas 12 mortes, entre os 317 pacientes que tomaram a proxalutamida. Entre os 328 que tomaram placebo, foram 141 mortes. Já em uma publicação no site Clinical Trials, em junho, os mesmos pesquisadores apontaram 35 óbitos entre pessoas que usaram a droga e 162 entre as que usaram placebo.

O estudo também não inclui os pacientes intubados, além de não dar detalhes sobre o tratamento dado aos pacientes, além da proxalutamida. 

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A proxalutamida foi inicialmente testada para câncer de próstata e só depois para Covid.No entanto, os testes com a substância estão suspensos no Brasil por decisão unânime da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde setembro deste ano. 

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