Especialista esclarece segunda onda na Europa e fala de perspectivas do Brasil
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Após 83 dias em queda ou estabilidade, foi registrado um aumento nos casos de Coronavírus em alguns estados do Brasil. A preocupação de boa parte dos brasileiros é que o país esteja no início de uma segunda onda, assim como está acontecendo na Europa, que já fechou as fronteiras de alguns países.
Na verdade, essa é uma falsa impressão. Embora os números tenham caído por alguns dias no Brasil, a situação não se sustentou, portanto, o país ainda está num efeito platô. Ou seja, a variação no aumento ou redução de casos é pequena, gerando estabilidade nos números.
Em conversa com a Agência Einstein, Márcio Sommer Bittencourt, médico cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, analisou a situação europeia. Segundo Márcio, que também é pesquisador da Clínica Epidemiológica do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, uma segunda onda já era aguardada na Europa. Isso porque foram usados como dados para análise as oito grandes pandemias desde 1700. Foi concluído que sete delas tiveram outra onda em alguma parte do mundo.
Para o especialista, diversos são os motivos que podem ter dado origem a esse segundo momento na Europa. Pessoas suscetíveis voltando às ruas, incerteza na duração da imunidade e o clima do continente nesses meses podem explicar essa situação.
Enquanto os números continuam a subir, a Europa vem anunciando aumento de restrições para conter segunda onda de Covid-19, que já está fora de controle na Itália.
E no Brasil?
Esse efeito platô dificulta prever os acontecimentos futuros sobre uma nova onda. De qualquer modo, se acontecer, a expectativa é que ocorra nos meses em que a transmissão de vírus respiratórios é mais intensa.
Se até lá o país continuar no mesmo ritmo de transmissão e boa parte da população já tiver sido infectada, a nova onda deve ser menos forte. Mesmo assim, Bittencourt reforça “Se a segunda onda ocorrer, a intensidade e gravidade do surto dependerão da nossa capacidade de aplicar medidas de intervenção e controle de forma mais adequada que na primeira onda”.
O que aprender com essa situação e como se proteger?
Para os especialistas é difícil comparar o comportamento do vírus na Europa com o Brasil, se tratando de lugares tão distintos. Portanto, a orientação é seguir mantendo os cuidados. As medidas de contenção do Corona continuam sendo a forma mais efetiva de controle da doença.
Para Márcio, é preciso continuar com “testagem em massa, fechamento ou restrição de espaços, distanciamento físico, isolamento de casos, quarentena de contatos, uso de máscaras e higienização das mãos”.
Nesse aspecto, é importante que cada um continue fazendo sua parte pelo coletivo. De qualquer modo, é possível tomar medidas de proteção para estar mais fortalecido caso a nova onda realmente aconteça.
Segundo especialistas, manter hábitos saudáveis é a melhor forma de investir em prevenção. E é através da boa alimentação e exercícios físicos regulares que se fortalece o sistema imunológico. Dannie Hansen, proprietária da marca de suplementos Sundt, relembra que é o sistema imune que ajuda no combate contra vírus, fungos e bactérias. “Uma boa imunidade é construída através da ingestão de nutrientes, conseguida com uma dieta equilibrada e suplementação em casos especiais”, esclarece.
Por fim, o exercício também tem um papel importante na manutenção da saúde. Com 30 minutos de atividade física em ritmo moderado diariamente é possível aumentar a função das células imunes.
Fonte: Agência Einstein
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