Ernesto Araújo não queria Brasil no Covax Facility, programa de aquisição de vacinas

Por motivos ideológicos, Araújo achava que ingressar no programa fortaleceria a OMS. Segundo ele, isso favoreceria o "globalismo"

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo (Foto: José Cruz/AgÃência Brasil)


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247 - O ministro de saída das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, não queria que o Brasil integrasse o consórcio Covax Facility, programa de Organização Mundial de Saúde (OMS) que entregou um milhão de doses de vacina AstraZeneca/Oxford neste mês - e ainda entregará outras 41 milhões.

Por motivos ideológicos, Araújo achava que ingressar no programa fortaleceria a OMS. Segundo ele, isso favoreceria o "globalismo". Foi a embaixadora Nazareth Azevêdo, então representante do Brasil para a ONU em Genebra, que interveio para colocar o Brasil no programa.

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Ernesto Araújo de saída do Itamaraty

Jair Bolsonaro está sendo pressionado pelo Congresso para demitir Araújo do Ministério de Relações Exteriores. Bolsonaro está buscando um outro lugar para colocar o ministro, segundo reportagem do UOL

Tanto Arthur Lira (PP), presidente da Câmara dos Deputados, quanto Rodrigo Pacheco (DEM), presidente do Senado, pressionaram Bolsonaro a demitir o atual ministro.

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Parlamentares estão disputando a vaga no Itamaraty. O favorito para o cargo é o senador Nelsinho Trad (PSD), que comanda a Comissão de Relações Exteriores e que tem o apoio do senador Ciro Nogueira (PP), líder do Centrão no Senado e um dos principais aliados de Jair Bolsonaro.

Outros senadores sondados são o ex-presidente Fernando Collor de Melo (PROS) e o parlamentar Antonio Anastasia (PSD).

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O irmão de Nelsinho, deputado federal Fabio Trad, pediu para seu irmão não participar do governo Bolsonaro. "É melhor preservar a independência", disse o deputado aconselhando o irmão.

Ele perguntou o que eu achava. Falei Nelson, é um governo de extrema-direita, a extrema-direita prendeu e torturou nosso pai (o ex-deputado Nelson Trad, falecido em 2011). Ele falou 'é verdade, irmão. Vou pensar.'", contou o parlamentar, segundo reportagem do jornal O Globo.

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