Em meio ao avanço da ômicron, testagem segue em baixa no Brasil
“Sempre fomos um país que testa pouco. Sempre fomos um país que não testa seus casos suspeitos", disse o infectologista Julio Croda
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247 - Considerada pelas autoridades de saúde como essencial para definir estratégias de controle e combate à Covid-19, a testagem segue em baixa no Brasil. “Sempre fomos um país que testa pouco. Sempre fomos um país que não testa seus casos suspeitos. E não melhoramos ao longo dos anos", disse o infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), ao jornal Folha de S. Paulo.
Segundo a reportagem, em 2020, o Ministério da Saúde anunciou que iria disponibilizar 46 milhões de testes até setembro daquele ano. Em maio do ano passado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou um novo plano de testagem em massa, com até 26,6 milhões de testes mensais. De acordo com a pasta já foram distribuídos mais de 58 milhões de testes dos tipos RT-PCR e antígeno, desde o início da pandemia.
A falta de uma política de testagem, com o crescimento pela procura de testes é apontado pela Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL) como um das possíveis causas para a baixa disponibilidade dos exames em meio ao avanço da variante ômicron no país. “
A falta de um planejamento adequado e de algo consistente acabou desanimando a própria indústria", destacou Carlos Eduardo Gouvêia, presidente-executivo da CBDL. Ainda segundo ele, até o final do mês, o Brasil deverá receber de 12 a 15 milhões de exames de detecção de Covid.
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