Em depoimento à PF, Roberto Dias admite que processo de compra da Covaxin foi atípico
Ex-diretor do Ministério da Saúde afirmou que pagamento para empresa de Cingapura fora do contrato 'não é comum' e negou ter feito pressão para servidor da pasta a acelerar comprar de imunizantes
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247 - O ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias admitiu que houve inconformidades na negociação de compra da vacina indiana contra a covid-19 Covaxin. O imunizante foi oferecido ao país através da Precisa Medicamentos, empresa brasileira, e não pela fabricante, como ocorreu com outras vacinas compradas pelo governo federal.
Em depoimento à Polícia Federal, Dias disse ainda que “não é comum” o Ministério pagar empresas que não constam em contratos, e que este seria um processo “atípico” de importação da vacina Covaxin pelo governo federal, intermediado pela Precisa e que indicava uma empresa sediada em Cingapura, fora do acordo, para receber recursos públicos, segundo informações do jornal O Globo.
O processo “atípico” ao qual Dias se refere é o repasse que o governo federal pretendia realizar no valor de US$ 45 milhões à Madison Biotech, empresa de Cingapura que não constava do contrato celebrado entre o Ministério da Saúde e a Precisa, representante no Brasil do laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin.
“Isso não é comum, mas, em termos de importação, fui questionar o coordenador do financeiro, não é impossível. Existe um ou dois casos que foram pagos para quem foi indicado na invoice. Era compra pequena, se não me engano demanda judicial. Obviamente esse montante é diferenciado. O que acontece? Isso nunca chegou para mim como uma situação, um problema - disse Dias.
Ainda segundo reportagem, Dias negou ainda que tenha pressionado o servidor da Saúde Luis Ricardo Miranda, que o acusou de atuar para liberar a importação da Covaxin.
“Eu perguntava acerca da licença de importação que chegaria no dia seguinte, um domingo, para um evento em Guarulhos que contaria com a presença do ministro. Era referente à aquisição da vacina AstraZeneca. Desconheço qualquer ato de pressão sobre Luis Ricardo. Recebi alguns questionamentos por parte da secretaria executiva, questionava como estava a importação. À época, o secretário Élcio Franco”, lembra.
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