Covid: um terço dos estados já está em alerta por leitos de UTI

A situação é pior em Pernambuco, único estado que aparece com mais de 80% de ocupação

(Foto: Diego Vara/Reuters)


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247 - Um terço dos estados já está em alerta crítico ou intermediário para a ocupação de leitos públicos de UTI para a Covid, informou a Folha de S.Paulo, com base em boletim divulgado pela Fiocruz. Segundo o boletim, nove unidades da Federação e dez capitais estavam nessa situação até a última segunda-feira, 10.

A situação é pior em Pernambuco, único estado que aparece com mais de 80% de ocupação. O estado é seguido por Distrito Federal, Pará, Espírito Santo, Ceará, Goiás, Piauí, Bahia e Tocantins, com taxas de 74% a 61%.

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Entre as capitais, a situação mais crítica é em Goiânia, que já chega a 94% dos leitos para casos graves ocupados e é seguida por Fortaleza (88%), Belo Horizonte (84%) e Recife (80%). Acima dos 60%, aparecem ainda Vitória, Porto Velho, Brasília, Salvador, Maceió e Macapá.

SP volta às mais de mil internações diárias

O estado de São Paulo voltou a registrar mais de mil internações por Covid-19 em um só dia, após cinco meses. A última vez que o estado marcou este patamar foi em 13 de agosto de 2021. A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 41,2%, enquanto nas enfermarias estaduais é de 45,1%.

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Dados do Sistema Estadual de Análise de Dados do Coronavírus (Seade), divulgados nesta quinta-feira, 13, apontam que 1.151 pessoas foram hospitalizadas, enquanto 1.075 pacientes foram internados na última quarta-feira, 12.

Testes de Covid em falta

Em meio à explosão de contágio pela variante ômicron, do coronavírus, e do apagão de dados pelo Ministério da Saúde, o Brasil também sofrerá com a escassez de testes para o diagnóstico da Covid-19.

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A iminente falta de insumos para realização de testes RT-PCR – que identificam o material genético do vírus – e de testes de antígeno – que detectam proteínas ligadas ao coronavírus, levou a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) a recomendar que laboratórios privados interrompam a testagem de pacientes com poucos sintomas ou assintomáticos.

Em nota, a Abramed sugere que sejam priorizados "os pacientes que tenham maior gravidade de sintomas, pacientes hospitalizados e cirúrgicos, pessoas no grupo de risco, trabalhadores assistenciais da área da saúde, e colaboradores de serviços essenciais".

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Segundo o jornal O Globo, os exames realizados pela rede privada de saúde entre os dias 3 e 8 de janeiro de 2022 ultrapassam em 98% o número de exames realizados em comparação com a semana do natal, entre 20 e 26 de dezembro.

A recomendação da associação é de que os laboratórios priorizem a testagem em pacientes graves, trabalhadores da saúde e outros profissionais essenciais. "Não é possível mensurar nesse momento até quando poderemos atender, mas há um risco real de desabastecimento", disse na nota o presidente do Conselho da Abramed, Wilson Shcolnik.

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