Coronavírus: Amazonas tem salários atrasados e êxodo de médicos

De acordo com o presidente da Associação Médica do Amazonas (AMA) e secretário do Conselho Regional de Medicina (CRM), Jorge Akel, os atrasos na remuneração de médicos ocorrem a pelo menos cinco anos

Prefeitura recebe recém-formados da UEA para reforçar o combate ao novo corona vírus
Prefeitura recebe recém-formados da UEA para reforçar o combate ao novo corona vírus (Foto: Prefeitura de Manaus)


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247 - Na linha de frente para atender pacientes com coronavírus, profissionais da saúde estão com três meses de salários atrasados no Amazonas. De acordo com o presidente da Associação Médica do Amazonas (AMA) e secretário do Conselho Regional de Medicina (CRM), Jorge Akel, os atrasos da remuneração ocorrem a pelo menos cinco anos. O atual governo herdou da gestão anterior os débitos com as cooperativas médicas. 

O estado tem pelo menos 2888 confirmações e 234 óbitos devido ao coronavírus. Também foi uma das primeiras unidades federativas a entrar em colapso por conta da covid-19, a ponto de as autoridades locais precisarem de valas comuns para o enterro de vítimas da doença.

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“Nós estamos com expectativa de pagarem agora, no fim de abril, os salários de fevereiro, que correspondem ao que os médicos trabalharam em janeiro. Cerca de 2 mil médicos dependem desses pagamentos. O discurso do Estado é que no contrato com as cooperativas está previsto que pode haver um atraso de até três meses dos salários, como se os médicos fossem uma mercadoria comprada da empresa – e não, eles estão prestando serviço médico. Esses profissionais têm nome, CPF e uma família (para sustentar)”, disse Akel, de acordo com relato publicado no jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas e Religiosas, e em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Amazonas (SindPriv-AM), que representa trabalhadores da rede privada e pública, pelo menos 2 mil enfermeiros estão sem receber há meses.

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“Os maqueiros também estão com pagamentos atrasados e ainda assim continuam trabalhando na linha de frente nos hospitais. Já tentei falar com o ordenador de despesa, que libera para a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). Ele não me responde. Não conseguimos contato com ele porque os serviços estão suspensos”, afirmou a presidente do SindPriv, Graciete Mozinho.

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