Cientistas russos desenvolvem teste capaz de detectar variante Ômicron
Desenvolvimento do teste foi confirmado por Rinat Maksyutov, diretor do Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor (Centro Vektor)
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Sputnik - Cientistas do Serviço Federal de Defesa dos Direitos dos Consumidores e Bem-Estar Humano da Rússia (Rospotrebnadzor) desenvolveram um teste eficaz na detecção do novo coronavírus e na identificação da variante Ômicron.
A afirmação partiu de Rinat Maksyutov, diretor do Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor (Centro Vektor), em entrevista à emissora Rossiya 1, nesta quarta-feira (22).
"As organizações científicas da Rospotrebnadzor desenvolveram adicionalmente sistemas de teste que não só permitem identificar todas as variantes do SARS-CoV-2, mas também diferenciam a variante Ômicron. Ou seja, ao usar esse sistema de teste, respondemos a duas perguntas ao mesmo tempo: se a pessoa está infectada com o SARS-CoV-2 e, caso esteja infectada, se é a variante Ômicron ou não", disse Maksyutov à Rossiya 1.
Os novos sistemas estão em fase de testes laboratoriais e serão registrados e aplicados posteriormente, se necessário, acrescentou o diretor do Centro Vektor.
Mais cedo nesta quarta-feira (22), o Ministério da Saúde russo registrou o medicamento MIR 19, que será utilizado no tratamento da COVID-19. O fármaco foi desenvolvido no Instituto de Imunologia da Agência Biomédica Federal (FMBA) e é utilizado via inalação. Segundo o fabricante, o MIR 19 é capaz de combater quaisquer variantes do vírus SARS-CoV-2.
Conforme dados da Universidade Johns Hopkins, a Rússia é um dos países mais impactados pela COVID-19, com pelo menos 294 mil mortes causadas pela doença, além de mais de dez milhões de casos registrados.
Segundo informações do painel do site Our World in Data, a vacinação na Rússia chegou a 50% da população com pelo menos a primeira dose do imunizante contra a COVID-19, sendo que 44% dos russos foram totalmente imunizados.
Ômicron se espalha pelo mundo
Descoberta no final de novembro deste ano, a Ômicron foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de preocupação. A nova cepa do vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, já foi detectada em todos os continentes. Mais transmissível, a variante já se tornou dominante em países como Estados Unidos e Reino Unido, que lidam como novos picos de casos.
Diversos países anunciaram medidas de combate à nova variante, incluindo restrições à entrada de viajantes de determinados países. Na terça-feira (21), o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou que a Casa Branca providenciará reforços aos hospitais do país e disponibilizará 500 milhões de testes caseiros aos norte-americanos.
No Brasil, a variante também já foi detectada. Em São Paulo, as autoridades sanitárias já identificaram transmissão comunitária e diversos estados tentam rastrear novos casos, enquanto medidas de restrição como a exigência de teste negativo e passaporte vacinal foram impostas para estrangeiros que chegam ao país.
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