Centro Gamaleya, responsável pela Sputnik V, publica instruções sobre vacinação contra o coronavírus

Os desenvolvedores da vacina Sputnik V divulgaram informações sobre as pessoas e condições em que a vacina russa deve ou não ser aplicada e também comunicou possíveis efeitos colaterais

Foto de divulgação de vacina desenvolvida pela Rússia contra a Covid-19 06/08/2020
Foto de divulgação de vacina desenvolvida pela Rússia contra a Covid-19 06/08/2020 (Foto: Fundo Direto de Investimento Russo/Divulgação via REUTERS)


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Sputnik - O centro de pesquisa indicou as pessoas e condições em que a vacina russa deve ou não ser aplicada, bem como alertou para possíveis efeitos colaterais.

O Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya da Rússia publicou um manual de instruções sobre o uso da vacina russa Gam-COVID-Vac (Sputnik V, como marca registrada).

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Antes de serem vacinados, diz o Centro Gamaleya, os pacientes devem ser examinados por um médico, incluindo medição da temperatura corporal. Depois disso, a pessoa deve ficar sob observação por meia hora.

A vacinação é contraindicada para mulheres grávidas e lactantes, e para aqueles que tenham:

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  • Hipersensibilidade a qualquer componente da vacina;
  • Histórico de reações alérgicas graves;
  • Doenças agudas transmissíveis e não transmissíveis.

Para aqueles que têm doenças infecciosas agudas e não infecciosas, é aconselhado administrar o medicamento depois de duas a quatro semanas após a recuperação ou melhora. Em caso de infecção respiratória viral aguda não grave e doenças gastrointestinais infecciosas agudas, a vacinação é aconselhada após normalização da temperatura corporal.

  • A vacina deve ser usada com cuidado em caso de existência de:
  • Doenças crônicas hepáticas e renais;
  • Disfunção do sistema endócrino (diabetes);
  • Doenças graves do sistema de hematopoese;
  • Epilepsia, derrame e outras doenças do sistema nervoso central;
  • Doenças do sistema cardiovascular;
  • Imunodeficiências primárias e secundárias;
  • Doenças autoimunes;
  • Doenças pulmonares, asma, bem como pacientes com diabetes e síndrome metabólica, reações alérgicas e eczema.

Os efeitos colaterais podem incluir calafrios, febre, dor de cabeça e mal-estar geral. Efeitos menos comuns são náusea, dispepsia, redução do apetite e, às vezes, um aumento dos linfonodos regionais.

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A vacinação deve ser feita em locais equipados com terapia antichoque. O prazo de validade da vacina é de seis meses, com risco de overdose extremamente baixo. Não há antídotos específicos para o medicamento.

História da vacina

A Sputnik V foi a primeira vacina contra o coronavírus a ser registrada no mundo, em 11 de agosto, tendo sido desenvolvida pelo Centro Gamaleya e pelo Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

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A vacina é aplicada em forma de solução intramuscular, devendo ser administrada em duas etapas, com intervalos de três semanas. Esse procedimento torna possível a formação de imunidade por até dois anos, aponta o Ministério da Saúde da Rússia.

Kirill Dmitriev, presidente do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), informou que o fundo recebeu solicitações de mais de 20 países para a compra de um total de um bilhão de doses. Ao mesmo tempo, Dmitriev observou que a Rússia concordou em produzir vacinas em cinco países com capacidades para a produção de 500 milhões de doses por ano.

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