'Cenário mais plausível pode envolver ondas epidêmicas recorrentes', afirma cientista-chefe da OMS
O alerta foi dado por Soumya Swaminathan, cientista-chefe e diretora executiva da OMS. "Como não há evidências suficientes sobre a eficácia da imunidade mediada por anticorpos, não seria possível saber a precisão de um 'passaporte de imunidade' ou 'certificado sem risco'", acrescentou
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247 - Cientista-chefe e diretora executiva da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan alerta para o fato de que, "embora não se saiba como a pandemia continuará evoluindo, com base nas evidências atuais, o cenário mais plausível pode envolver ondas epidêmicas recorrentes, intercaladas com períodos de transmissão de baixo nível". Atualmente, o mundo tem 5,6 milhões de casos de coronavírus e 348 mil mortes na maior crise da saúde pública em nível global. O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de confirmações (376 mil), atrás apenas dos Estados Unidos (1,7 milhão), de acordo com a plataforma Worldometers.
De acordo com a estudiosa, a OMS espera "que a maioria das pessoas infectadas com covid-19 desenvolva uma resposta de anticorpos que forneça algum nível de proteção".
"O que ainda não sabemos é o nível de proteção ou quanto tempo vai durar. Estamos trabalhando com cientistas de todo o mundo para entender melhor a resposta do corpo à infecção por covid-19", continuou em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.
"Até o momento, nenhum estudo respondeu a essas perguntas importantes. Como não há evidências suficientes sobre a eficácia da imunidade mediada por anticorpos, não seria possível saber a precisão de um 'passaporte de imunidade' ou 'certificado sem risco'. No entanto, há uma distinção a ser feita nos certificados de que os centros de saúde podem fornecer um paciente quando eles se recuperam da doença e recebem alta", acrescentou.
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