Bloomberg: pílula para tratar Covid-19 da Merck está ligada a novas mutações do coronavírus, diz estudo

Mutações ligadas ao uso da pílula Lagevrio foram identificadas em amostras virais coletadas de dezenas de pacientes, segundo o estudo

A farmacêutica estadunidense Merck negou os apontamentos do estudo
A farmacêutica estadunidense Merck negou os apontamentos do estudo (Foto: REUTERS/Brendan McDermid)


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247 - A pílula Lagevrio para tratar a Covid-19, da farmacêutica estadunidense Merck & Co., está dando origem a novas mutações do novo coronavírus em alguns pacientes, aponta um estudo que destaca o risco de tentar alterar intencionalmente o código genético do patógeno. A informação é da agência Bloomberg.

Os pesquisadores nos Estados Unidos e no Francis Crick Institute, Imperial College London e outras instituições do Reino Unido temem que o medicamento possa criar variações do vírus mais contagiosas ou prejudiciais à saúde. 

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A Covid-19 matou mais de 6,8 milhões de pessoas em todo o mundo nos últimos três anos.

Mutações ligadas ao uso da Lagevrio foram identificadas em amostras virais coletadas de dezenas de pacientes, segundo o estudo, publicado na última sexta-feira (27) sem revisão por pares no site medRxiv.

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As mutações do vírus ligadas à droga ainda não demonstraram ser mais imunoevasivas ou letais, aponta ainda o estudo. 

A Merck nega, alegando não haver evidências para comprovar que qualquer agente antiviral tenha contribuído para o surgimento de variantes circulantes. 

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