Avanço da pandemia no Brasil trava voos com insumos para vacinas, alerta Fiocruz
Maurício Zuma, diretor da Bio-Manguinhos, afirmou que algumas empresas estrangeiras já se recusaram a pousar no Brasil por causa da pandemia. Segundo ele, os setores comercial e de logística da Fiocruz tentam contornar a situação
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Sputnik - A crise sanitária e a disseminação de novas variantes do SARS-CoV-2 no país tem criado obstáculos para fabricantes internacionais de suprimentos para vacinas enviarem remessas de reagentes e insumos ao Brasil.
Maurício Zuma, diretor da Bio-Manguinhos (unidade da Fiocruz que produz a vacina da Oxford/AstraZeneca), afirmou ao portal UOL que já "acendeu o alerta amarelo" para possíveis atrasos nas entregas ao Plano Nacional de Imunização (PNI).
Sem revelar nomes e país de origem, o pesquisador disse que algumas empresas estrangeiras já se recusaram a pousar no Brasil por causa da pandemia.
Com a possível falta de insumos, a produção de imunizantes da Fiocruz contra a COVID-19 corre risco de ser suspensa.
Segundo Zuma, agora os setores comercial e de logística da Fiocruz tentam viabilizar voos alternativos e empresas dispostas a pousar no país.
Em nota enviada ao portal, a assessoria de imprensa da Fiocruz admitiu dificuldades com o transporte internacional e citou outros motivos para o cancelamento de voos.
"As companhias aéreas estão com a malha reduzida e se deparando com constantes problemas com falta de tripulação. Tal cenário gera o aumento de prazos para recebimento de cargas, com atrasos e reprogramação de voos. Programações de embarque são postergadas, voos são cancelados ou passamos pela situação de falta de espaço para nossas cargas em aeronaves", disse a assessoria.
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