Aumento de mortes por pneumonia levanta suspeitas sobre subnotificação de covid-19
No Paraná, mortes diagnosticadas como pneumonia são quatro vezes maior em relação a igual período de 2019
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Brasil de Fato - Dados do Portal da Transparência — Registro Civil revelam que o número de óbitos por doenças respiratórias, em todo o Brasil, já é superior ao mesmo período em 2019. O Paraná segue a mesma tendência. Os números se baseiam nas Declarações de Óbito registradas nos cartórios relacionadas à "covid-19" e a "causas respiratórias".
No Brasil, de 1º de janeiro a 12 de maio de 2020, já são 70.437 óbitos por pneumonia. O número já é superior aos dados de 2019 referentes a um período de tempo um pouco maior — já que engloba todos os dias de maio —, com 66.170 registros de pneumonia.
No caso específico do estado do Paraná, de 1º de janeiro a 12 de maio de 2020, foram 3.651 mortes por pneumonia, contra as 3.323 mortes de 1º de janeiro a 31 de maio de 2019 (ou seja, englobando todo o mês de maio). Como há 113 mortes por coronavírus confirmadas no estado, esses números trazem dúvidas sobre subnotificação por falta de resultados de testes, já que uma das principais decorrências do novo vírus é exatamente pneumonia e insuficiência respiratória.
Se for analisado, por exemplo, um período mais curto, entre 30 de abril e 12 de maio, há registro em 2019 de 62 mortes por pneumonia no Paraná. Enquanto que, no mesmo período, em 2020, o número quase quadruplica, chegando a 215 óbitos. Os números de óbitos por pneumonia vêm crescendo no Paraná e são superiores às mortes registradas como Covid-19. É possível que esses casos sejam agravamento do coronavírus, porém não estão sendo registrados como.
No caso específico do estado do Paraná, de 1º de janeiro a 12 de maio de 2020, foram 3.651 mortes por pneumonia, contra as 3.323 mortes de 1º de janeiro a 31 de maio de 2019 (ou seja, englobando todo o mês de maio). Como há 113 mortes por coronavírus confirmadas no estado, esses números trazem dúvidas sobre subnotificação por falta de resultados de testes.
Ao analisar esses dados, a especialista em saúde da família do trabalhador e técnica da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Campo Largo, Manoela Lorenzi, além de confirmar que os casos de internamento por pneumonia aumentaram, diz que a falta de testagem dificulta identificar se são relacionados à covid- 19.
“Parece lógico que, em meio à pandemia de uma doença viral, que traz consequências para o sistema respiratório, haja como consequência o aumento de casos de pneumonia. Porém, se não forem realizado testes, entrarão como casos suspeitos sem coleta.” Atualmente, no Paraná, segundo dados da Sesa, site institucional da Secretaria de Saúde do Estado, são 582 casos suspeitos de infecção por coronavírus.
Confira a reportagem completa no Brasil de Fato.
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