AstraZeneca informou ao Brasil em janeiro que não usa intermediários
Em e-mail enviado à Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde e à Anvisa, farmacêutica alerta que não negociava por intermediários no mercado privado
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247 - A farmacêutica AstraZeneca já havia alertado ao governo brasileiro que não negocia vacinas por intermediários no mercado privado. A afirmação consta de um documento, datado de 29 de janeiro deste ano, que foi enviado pelo Ministério da Saúde à CPI da Covid.
Segundo informações do G1, um e-mail foi enviado por uma diretora da empresa após ter sido informada que uma companhia em Vila Velha (ES) havia oferecido doses de vacinas ao governo brasileiro.
"Toda a produção da vacina AZD 1222 durante o período da pandemia é destinado exclusivamente a governos e organizações internacionais de saúde ao redor do mundo, ou seja, não há possibilidade de comercialização da vacina produzida pela AstraZeneca no mercado privado", informava o e-mail.
No entanto, em depoimento à CPI da Covid, o policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que se apresenta como representante da Davati no Brasil, disse ter participado de um jantar em fevereiro com o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, e negociado 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca.
Segundo Dominghetti, nesse jantar, Dias pediu propina de US$ 1 por dose de vacina. Em depoimento à CPI, o ex-diretor negou ter pedido propina, afirmando que Dominghetti é um "picareta".
Ainda de acordo com a reportagem, o Ministério da Saúde não se pronunciou.
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