Ásia fecha fronteiras diante da ameaça da variante ômicron

A equipe que conseguiu isolar a nova variante da Covid-19 em Hong Kong disse nesta quarta-feira (1º) que o vírus mutante pode reduzir a eficácia das vacinas. Um anúncio que surge em um contexto de fechamento de fronteiras na região

Saguão de embarque do aeroporto internacional de Narita no primeiro dia de fronteiras fechadas para evitar a propagação da nova variante ômicron em Narita, no leste de Tóquio
Saguão de embarque do aeroporto internacional de Narita no primeiro dia de fronteiras fechadas para evitar a propagação da nova variante ômicron em Narita, no leste de Tóquio (Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon)


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Stéphane Lagarde, da RFI - Das 50 mutações da ômicron, 32 são proteínas espículas, ou seja, aquelas que são alvo das vacinas para aumentar nossa imunidade à doença.

Para pesquisadores da Universidade de Hong Kong (HKU), a eficácia das vacinas contra a Covid-19 deve, portanto, diminuir com o surgimento da nova variante, sem que seja possível dizer por ora qual será o nível dessa diminuição de proteção.

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A equipe do doutor To Kwai-Wang é a primeira na Ásia a conseguir isolar a variante. Mais testes serão necessários para estimar a força de transmissão do gene mutante. Mas os governos da região já estão tomando iniciativas. Hong Kong anunciou requisitos de entrada mais rígidos para viajantes de nove países, incluindo Japão, Portugal e Suécia, que registraram casos da nova variante.

Após a proibição de entrada de novos na terça-feira (30), o Japão afirmou que também recusará o retorno de estrangeiros residentes no país caso estes cheguem da África do Sul e de uma dezena de outros países africanos. As autoridades japonesas também suspenderam todas as reservas de voos para a entrada em seu território durante pelo menos um mês.

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Quarentena obrigatória, vacinado ou não

A vizinha Coreia do Sul também está considerando fechar as fronteiras. Se o número de casos da ômicron aumentar no país, será necessário fazer "grandes ajustes" nas medidas de prevenção e restrição, disse nesta quarta-feira um dos assessores de comunicação do palácio presidencial em Seul.

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Todos os viajantes que chegarem à Coreia do Sul nas próximas duas semanas serão obrigados a passar por uma quarentena obrigatória de dez dias, independentemente de seu status de vacinação. A medida anunciada após a confirmação de cinco casos de contaminação pela nova variante no país.

Na República Popular da China, as fronteiras estão sendo muito vigiadas, para não dizer fechadas, desde o início da pandemia. As autoridades de saúde notificaram 91 novos casos de contaminação na terça-feira, especialmente na província da Mongólia Interior, o maior número de casos desde o início do mês.

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O surgimento da nova variante reforça a convicção dos epidemiologistas de que somente a chamada estratégia "Covid Zero" permite retardar o surgimento de novas fontes de contaminação.

Já na Tailândia, Bangkok anunciou nesta quarta-feira ajustes nas condições de recepção dos viajantes. Passageiros estrangeiros de oito países agora estão proibidos de entrar no país.

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