Apenas 2% das vacinas contra Covid no mundo foram aplicadas na África

Somente dois países do continente haviam atingido a meta estipulada pela OMS até terça (14). Aproximadamente 5,7 bilhões de doses de imunizantes foram administradas no mundo

(Foto: Myke Sena/MS)


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Rede Brasil Atual - Até terça-feira (14), mais de 5,7 bilhões de doses de imunizantes contra a covid-19 haviam sido administradas no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, somente 2% delas na África. Para o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o quadro mostra que os países do continente foram “deixados para trás” na imunização.

Segundo Ghebreyesus, apenas dois países africanos cumpriram até agora as metas de vacinação estipuladas pela entidade, mas ele não citou quais. A entidade enfatiza que a pior pandemia dos últimos cem anos não terminará até que haja uma cooperação global genuína no fornecimento e acesso global de vacinas. A meta global de vacinação da OMS é de ao menos 70% da população mundial vacinada até meados de 2022.

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“Isso não só machuca o povo da África, como machuca a todos nós. Quanto mais tempo persistir a desigualdade vacinal, mais o vírus continuará circulando e mudando, mais tempo a ruptura social e econômica continuará, e maiores as chances de surgirem mais variantes que tornem as vacinas menos eficazes”, pontuou o diretor-geral da OMS.

Ghebreyesus pediu às grandes companhias farmacêuticas que priorizem a iniciativa Covax, apoiada pela ONU, que foi projetada para compartilhar vacinas globalmente e fornecer imunizantes sem custo para países de baixa renda.

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Produção própria de vacinas na África

A União Africana acusou os fabricantes de vacinas contra a covid-19 de negarem aos países do continente uma chance justa de comprá-los, e instou os países produtores, em particular a Índia, a levantar as restrições de exportação sobre vacinas e seus componentes.

“O compartilhamento de vacinas é bom, mas não deveríamos depender do compartilhamento de imunizantes. Especialmente quando podemos vir à mesa, colocar estruturas no lugar e dizer, também queremos comprar”, explica o enviado especial da União Africana Strive Masiyima, reiterando a demanda por isenções em relação a patentes para viabilizar a produção de vacinas na África.

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