Anvisa diz que nova variante da Covid-19 pode não ser detectada por alguns testes
Segundo a agência, porém, o Brasil tem recursos para identificar a nova variante através da “utilização de produtos voltados a diferentes alvos virais”. A maioria dos testes no país utilizam mais de um alvo, o que reduziria o impacto ao diagnóstico
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247 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em nota publicada no seu portal, destacou que a nova variante da Covid-19 identificada no Reino Unido pode não ser detectada por alguns testes.
Segundo a agência, porém, o Brasil tem recursos para identificar a nova variante através da “utilização de produtos voltados a diferentes alvos virais”. A maioria dos testes no país, de acordo com a Anvisa, utilizam mais de um alvo, o que reduziria o impacto ao diagnóstico.
“Ressaltamos que no Brasil existem diversos produtos regularizados, seguros e eficazes para fins de diagnóstico da Covid-19, mesmo para esta cepa variante. Os laboratórios devem estar atentos às informações das instruções de uso e adotar medidas que favorecem o diagnóstico, como a utilização de produtos voltados a diferentes alvos virais”, diz a nota.
“A maioria dos ensaios moleculares do tipo PCR regularizados no Brasil utilizam mais de um alvo, o que reduziria o impacto ao diagnóstico. Os laboratórios devem estar atentos às informações das instruções de uso dos produtos comerciais e aqueles que utilizam metodologia in house também devem estar cientes deste potencial problema”, alertou.
Essa mutação da Covid-19 é ainda mais contagiante e, por isso, está se espalhando rapidamente pelo mundo e se tornando dominante na Inglaterra.
A nova cepa tem 14 mutações, uma delas relacionada ao gene S do vírus. Segundo a Anvisa, a nova cepa pode não ser detectada por ensaios que utilizam exclusivamente o gene S como alvo ou por testes desenvolvidos utilizando esse mesmo gene como referência.
“A variante VUI 202012/01 identificada em diferentes países apresenta mutação que afeta o gene S, utilizado como alvo em diferentes ensaios diagnósticos, o que pode levar à incapacidade de detecção do vírus se este for o único alvo ou referência do modelo diagnóstico”, advertiu em nota.
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